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Polêmica sobre Táticas de Vendas de Álbuns e “Viral Marketing” no K-Pop

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Em meio à atenção gerada pela tática de vendas de álbuns de “compra antecipada” da HYBE, surgem críticas sobre “streaming viral”

Anteriormente, questões sobre uma tática de vendas de álbuns na indústria do K-Pop, a chamada tática de “compra antecipada”, ganharam destaque após serem mencionadas em um e-mail enviado pela CEO Min Hee Jin da ADOR aos executivos da HYBE Labels em abril.

De acordo com o e-mail, a HYBE sugeriu que a ADOR usasse a tática de “compra antecipada” para aumentar as vendas na primeira semana do álbum ‘Get Up’ do NewJeans em 100.000 cópias, mas Min Hee Jin rejeitou a sugestão.

Embora a HYBE Labels tenha negado desde então as alegações de que utiliza a tática de “compra antecipada” para aumentar as vendas de álbuns de seus artistas, uma tática similar e “desleal” também está surgindo.

Se a tática de “compra antecipada” é usada por agências para aumentar os números de vendas de álbuns, como as agências “manipulam” ou “compram” streams digitais?

A mídia coreana decidiu chamar isso de “marketing viral”, mas nos Estados Unidos, um termo mais familiar seria “payola”.

Segundo um empresário na casa dos trinta anos, toda vez que ele toca uma playlist de hip-hop/R&B em sua loja, uma música de um grupo feminino novato, que está longe do gênero hip-hop/R&B, toca como parte da seleção. No entanto, como a música não combinava com o ambiente de seu estabelecimento, o dono da loja a pulava. E mesmo assim, a mesma música tocava 7 a 8 vezes, irritando o proprietário, que comentou: “Eu não quero ouvir essa música nunca mais.”

Essa tática de “marketing viral” permite que as agências de entretenimento paguem serviços globais de streaming, como YouTube Music, Spotify, Apple Music e Melon, até 10 bilhões de KRW (~ 7,3 milhões de USD) para que a música que desejam promover seja “sugerida” em playlists populares. Embora ninguém tenha conscientemente escolhido “streamar” essa música, ela toca repentinamente em lugares aleatórios, em momentos aleatórios, independentemente de os ouvintes quererem ouvi-la ou não.

Muitos acreditam que essa tática de “marketing viral”, ou “payola”, conta plenamente como uma forma de “sajaegi” (manipulação de gráficos). Internautas coreanos desejam ver essa tática formalmente “investigada” pela Comissão de Comércio Justo da Coreia. De acordo com a Comissão de Comércio Justo, as táticas de “marketing viral” não podem ser consideradas “sajaegi” neste momento se forem consideradas uma forma de propaganda. No entanto, se essa tática levar a outros problemas, como “enganar ou ludibriar os consumidores” ou violação das leis de “concorrência justa”, pode ser necessário uma investigação afinal.

Recentemente, o grupo feminino novato da HYBE Labels, ILLIT, foi alvo de críticas por usar essa tática de “marketing viral”/”payola” para a faixa-título de estreia, “Magnetic”.

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Aníbal Rodrigues
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