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Teoria: O que mudaria em Hogwarts caso a Sonserina se aliasse à Harry Potter?

Uma incrível teoria vem rolando na internet há poucas semanas e mostra como tudo poderia ter sido completamente diferente na saga do bruxo. Baseado numa pequena passagem de Harry Potter e o Cálice de Fogo, a teoria fala de como uma morte poderia transformar a Sonserina numa casa que se redimiu de seu passado segregador e aliado às artes das trevas, e se uniu ao resto da escola contra os perigos que Lord Voldemort realmente representa ao mundo dos bruxos.

A ideia apareceu primeiro no tumblr “Crazy but perfectly sane”.

cassius

“Então, eu estava relendo Harry Potter, quando me deparei com a ideia de que, e se em vez de Cedrico Diggory, Cassius Warrington tivesse sido escolhido para competir no Torneio Tribuxo?

Imaginem que Dumbledore chamaria o nome do Campeão de Hogwarts e não é alguém da Grifinória, Corvinal ou mesmo Lufa-Lufa, mas da Sonserina; o estudante de uma casa que a maioria das pessoas odeia.

Imaginem Cassius Warrington levantar, e três das quatro casas vaiando para ele e gritando coisas como “não!”, “não podemos ter um campeão sonserino!”, ou exigindo um novo campeão. Mas ele é da sonserina, lida com essa merda e mantém a cabeça erguida enquanto se junta aos outros campeões.

Imaginem que Harry quer encontrar Warrington sozinho, porque ele realmente não deseja ajudar um deles (mas Malfoy parece estar sempre em torno do cara, todo o tempo, enquanto defende que este é o verdadeiro campeão de Hogwarts), mas ao mesmo tempo, ele também é justo o suficiente para não querer que Cassius vá para a primeira tarefa despreparado.

Agora imagine Warrington caminhando até Harry, meses depois, enquanto Rony e Hermione mudam pra uma postura protetora, com varinhas em punho, só que ao invés de atacar Harry, ele simplesmente lhe diz para colocar o ovo embaixo d’água (porque sonserinos não se esquecem daqueles que uma vez o ajudaram).

Imaginem Warrington e Harry se ajudando no labirinto.

Imaginem Harry devastado quando Pettigrew mata Warrington – afinal Voldemort não se importa sobre qual casa um aluno pertence, ali ele está sobrando, uma testemunha desnecessária.

Imaginem a comoção que provoca na Sonserina, porque alguns de seus pais são realmente Comensais da Morte e eles sabem o que realmente aconteceu.

Imaginem sonserinos lutando na Batalha de Hogwarts e gritando “Isso é por Cassius!””

slytherin2

Um segundo blog  complementou a ideia, comentando outras passagem dos três últimos livros da série que seriam fundamentalmente diferentes caso Warrington tivesse sido a vítima de Voldemort (e alguns complementos meus).

Imaginem Harry voltando com o corpo de Warrington e a comoção entre seus companheiros de casa, sonserinos pedindo ajuda a alunos de outras casas porque eles percebem que, mesmo sendo a maioria de sangue-puro, eles não estão seguros, porque o Lorde das Trevas não se importa.

Contra Umbridge, alunos da casa de Salazar se juntando à Armada de Dumbledore, aprendendo a se proteger de Voldemort e se distanciando de suas famílias, que filtram a visão de mundo distorcida que atinge os seguidores do bruxo das trevas. E não integram sua Brigada Inquisitorial. E, depois, alguns desses sonserinos talentosos combatem ao lado de Harry dentro do Ministério; pensem em como seria quando a mascara de Lucio Malfoy cai, esses mesmo alunos veem que qualquer um daqueles Comensais podem ser seus próprios pais, e os pais também vendo seus descendentes – de sangue puro – combatendo ao lado D’O Menino que sobreviveu. Agora pensem num membro sonserino da AD duelando contra o próprio pai mascarado, enquanto este prefere deixar que o filho vença ao notar que o ama mais do que ao Lorde das Trevas.

E no sexto livro, a casa da Sonserina sendo mais cooperativa com as outras, espionando os próprios pais para a Ordem da Fênix, rezando para que estes não sejam mortos apesar de estarem em lados opostos da guerra. E outros fugindo com a família, com os pais arrependidos de seus atos, levando todos para bem longe da influência de Voldemort e de sua vingança.

No sétimo livro, a casa, junto as outras, se rebela contra a nova ordem estabelecida pela diretoria tirânica de Severo Snape e dos irmãos Carrow. E depois, orgulhosamente, os sétimo anistas combatendo ao lado dos outros alunos, sabendo que podem estar novamente duelando até a morte com parentes, pais e antigos amigos. E depois, alunos da casa antigamente tão odiada tendo suas mortes choradas por outros e, do mesmo modo, chorando as perdas sofridas pelos amigos e pela Ordem.

Uma estátua de Cassius Warrington seria erguida, o primeiro sonserino a lutar e morrer ao lado de Harry Potter, combatendo juntos o mal absoluto representado pelo Lorde das Trevas.

Ao ler esses dois artigos que circulam há cerca de 2 meses, imaginei esses cenários épicos e maravilhosos descritos: a redenção de uma casa tão má-afamada. Um dos pontos que eu acho que merece mais críticas na obra da JK – veja bem, eu amo Harry Potter, entretanto a representação da Sly como uma casa tão mesquinha e que é praticamente “a origem de todo o mal” acaba sendo muito rasa, superficial, como se pessoas e coisas não tivessem personalidades profundas.

Na verdade toda a concepção das casas parece bastante errada, e poucos pontos na obra mostram o contrário, destacando aqui Pettigrew como um grifinório que traiu os amigos e se juntou à Voldemort e a redenção final de Snape/Malfoy, que reconheceram seus erros e voltaram atrás em suas alianças ao mesmo Lorde.

Afinal, pessoas tão inteligentes quanto os corvinais também tem uma tendência a ambição que pode se revelar maligna. Por que não aparecem Comensais dessa casa? Mesmo grifinórios, com seu orgulho e destemor, também poderiam se aliar à Voldemort, se julgassem sua causa correta. E porque a ambição, a marca da casa verde-e-prata, tem que significar pendão pras Artes das Trevas? Essas leituras rasas de características acabam prejudicando um pouco a visão de mundo dos leitores, polarizando o bem e o mal, como se eles nunca se misturassem. Como no vídeo abaixo.

[youtube id=”y0Z5_wipT2o”]

Acredito que apenas a Lufa-lufa escaparia de ter membros que se aliassem as trevas, pelas caraterísticas inerentes de sua fundadora “o trabalho duro, a paciência, a lealdade e o jogo limpo”, ainda que muitas coisas podem mudar dentro de uma pessoa depois da seleção do chapéu que, lembremos, é feita aos 11 anos, e a personalidade pode mudar bruscamente de acordo com os percalços que a vida coloca. Então poderia acontecer – e seria genial, um lufano que traísse toda a raiz benigna de sua casa? Apenas sim.

Minha única ressalva para essa teoria seria de que, com a saída de Cedrico do centro do torneio tribuxo, a casa Lufa-Lufa acabaria realmente legada a todo esquecimento, afinal ele é um dos poucos representantes centrais dela que realmente aparece no livro – isso porque na Batalha de Hogwarts, depois da Grifinória, os lufanos são os que mais ficaram para combater ao lado de Harry. Pouquíssimos corvinais ficaram, isso porque Luna Lovegood é da casa, assim como Cho Chang, o antigo interesse amoroso de Harry. É outra das graves falhas da Rowling, uma casa com grande potencial totalmente desperdiçado.

Apesar de incrível tais, reviravoltas na história nunca aconteceram e nem vão acontecer, mantendo a Lufa como uma casa semi-ignorada e desprezada e a Sly como a casa “odeio todos vocês/sou odiada por todos vocês”.

slytherclaw

E sim eu gosto da Sonserina, muito, me considero uma Slytherclaw (uma mistura de Sonserina/Slytherin com Corvinal/Ravenclaw). E sim, essa de juntar as casas numa só é possível, caso você não se identifique muito nem com uma nem com a outra, o que é a beleza dos fandoms da internet: eles fazem com que histórias permaneçam vivas, mesmo anos após de seus lançamentos.

Nós somos fodas e ainda corrigimos sua gramática.

Mas e aí, que achou da teoria?

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Escrito por Leh

Leh

Estudante de Psicologia, feminista e com um gosto eclético pra séries, livros e coisas da vida em geral, entretanto seu verdadeiro amor é o Criminal Procedure.
Não a julgue por esse fato.

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