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Space Jam 2 deve acontecer, e será uma ótima ideia

Ontem uma notícia pegou os fãs de basquete meio desprevenidos: a SpringHill Entertainment – companhia cujos donos são Maverick Carter e o maior astro do basquete da atualidade, Lebron James – fechou um contrato com a Warner, segundo o The Wall Street Journal. Ninguém sabe ainda sobre os detalhes desse contrato, mas todo mundo que viu essa notícia pensou em apenas uma coisa: a Warner pretende fazer um Space Jam 2.

Lembram de Space Jam, aquela mistura de filme com animação que misturava os Looney Tunes (Pernalonga, Patolino, Taz, Coyote e companhia limitada) como astros do basquete como Larry Bird, Charles Barckley, Patrick Ewing e Michael Jordan? Tenho certeza que você lembra, e provavelmente nesse exato momento está se perguntando: por que?!!!!

Incrivelmente, Space Jam 2 é uma ótima ideia.

Apesar de Space Jam não ter sido um sucesso de crítica, o filme foi um dos grandes hits da Warner na década de 90. Arrecadando 230 milhões de dólares (90 só nos EUA), Space Jam é considerado o filme de basquete mais rentável da história. E, nesse sentido, Space Jam 2 tem tudo para bater o primeiro, e ser novamente uma das maiores bilheterias do ano.

Primeiro, temos o fator nostalgia. Franquias dos anos 90 tem retornado com estrondoso sucesso nesses últimos anos. Vide o caso de Jurassic World, que se tornou uma das maiores bilheterias da história do cinema, da ansiedade em torno do novo filme dos Caça Fantasmas ou dos pedidos ensandecidos por mais um filme da série De Volta para o Futuro. A nostalgia pelo final da década de 80/início dos anos 90 está em alta, porque a população adulta de hoje são as crianças dessa época – população que tem dinheiro e paga por produtos relacionados aquilo que embalou sua infância.

E outro fator de porque isso poderia dar certo tem nome, sobrenome e título de realeza: Lebron “King” James.

Primeiro: se uma parceria com Lebron está sendo feita e ele for mesmo chamado para o filme, certamente será no papel principal – o mesmo que era de Michael Jordan no filme original. Lebron é um cara com um ego absurdo, e com certeza não toparia qualquer papel que não fosse o de estrela do filme (mesmo que ele não tenha praticamente nenhuma experiência como ator). Até porque, ele já deixou bem claro que adoraria estrelar uma continuação para Space Jam, como mostra esse tweet de 2012:

[você ama Space Jam? (Eu adoro esse filme. Espero pode fazer Space Jam 2 algum dia!)]

Outro ponto muito interessante para um Space Jam 2 com Lebron: o retorno que o astro pode fornecer para o estúdio é maior do que o de Jordan. Claro, em 1996 o astro do filme original tinha sido campeão de tudo com o Chicago Bulls, e foi o que começou o marketing do jogador para fora das quatro linhas, transformando os jogadores da NBA em estrelas tão importantes quanto as de Hollywood. Mas aí está o problema: Jordan começou toda essa história. Lebron, por sua vez, vive o auge desse tipo de auto-promoção – e sua transferência para Cleveland no início da temporada passada mostrou o quão forte a marca Lebron James é para a mídia de todo o mundo. E não só isso – Lebron ainda joga. Quando estrelou o primeiro Space Jam, Michael Jordan já era considerado o melhor jogador da história, mas ele mesmo não jogava mais e curtia sua aposentadoria (tudo bem que ele voltaria para mais uma temporada sofrível no Washington Wizards, mas isso não conta). Já Lebron não só está no seu auge como estrela mas também no seu auge como atleta, já tendo ido seis vezes para as finais da NBA – cinco dessas consecutivas, já que desde 2011 um dos times na final é o do superastro. Então, por mais que Jordan seja o maior da história, hoje Lebron possui um potencial comercial infinitamente maior do que o do ex-Bulls – potencial esse que pode ser aproveitado de inúmeros jeitos pela Warner.

Por todos esses motivos expostos, Space Jam 2 só não deve sair do papel por alguma birra de empresário já que, por mais que o filme decididamente não será um dos mais aguardados pela crítica, tem tudo para encher as salas de cinema em qualquer lugar do mundo.

E, quem sabe, Lebron não fique lembrado apenas por seus feitos em quadra mas, também, por salvar as carreiras de Pernalonga e Patolino do ostracismo?

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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