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[OPINIÃO] Star Wars episódio VII – Foi tudo igual, só que diferente

Acabei de chegar do cinema, entrei em casa, ainda absorto em pensamentos e conjecturas, tomei um banho, comi alguma coisa e pus-me a escrever. A princípio pretendia fazer uma review de Star Wars – O Despertar da Força, mas eu claramente não estou em condições de fazê-lo no momento. Trago-lhes, portanto, um artigo de opinião e espero que as minhas reflexões, algumas sóbrias e distanciadas, outras calorosas e apaixonadas, possam servir bem aos nossos fiéis leitores.

Falcon-Star-Wars-Force-Awakens

Tudo igual, só que diferente

Antes de qualquer coisa, eu já adianto que o filme não é perfeito enquanto obra cinematográfica, O Despertar da Força sofre com alguns problemas de ritmo, além de um roteiro corrido e um tanto quanto confuso. Mas convenhamos, tendo como parâmetro a “antiga trilogia nova” (não sei ao certo como me referir aos prelúdios), nós temos mais é que agradecer por estes serem os maiores problemas do episódio VII.

Fato é que Star Wars nunca ganhará um Oscar de Melhor Filme (espero estar errado), mas convenhamos, não precisa, não é esse o espírito da saga. Trata-se de uma grande aventura, capaz de elevar a nossa imaginação e fazer-nos sonhar com o inimaginável. É, ao mesmo tempo, um conto de fadas, uma aventura de cowboys e samurais no espaço, uma grande história de fantasia travestida com elementos de ficção científica. Podemos afirmar com certeza que a identidade da franquia se baseia na amálgama das mais variadas referências e dos mais diversos gêneros, culminando em algo inédito, porém, familiar.

Tudo igual, só que diferente
Tudo igual, só que diferente

Quando me pego repassando mentalmente a trama de Star Wars – O Despertar da Força, FAMILIAR é a palavra que me vem à mente. Seguida de muitas outras, é claro, mas vamos nos focar nesta.

As referências estavam lá, o fanservice estava por toda a parte, a nostalgia emanava da tela de cinema tal qual a Força flui através da palma da mão de um mestre Jedi. Entretanto, o filme conseguiu nos apresentar aos novos personagens e, mais do que isso, fazer com que nos importássemos com eles. Todo o cuidado apresentado em todos os aspectos da obra, principalmente no quesito ambientação e trilha sonora, revelam o trabalho conjunto de uma equipe de profissionais que, mais do que altamente qualificados, são verdadeiros amantes da saga.

Star Wars – O despertar de uma nova geração

O sétimo episódio da franquia foi lançado no dia 17 de dezembro, uma quinta feira. Já no dia 11 de dezembro, na sexta feira anterior, iniciei a minha maratona de Star Wars. Assisti em looping aos filmes da trilogia clássica durante toda a semana que antecedeu a estreia, vi nas mais variadas ordens possíveis e, muitas vezes, de forma aleatória. Até mesmo a “antiga trilogia nova” eu assisti, tamanha era a minha empolgação para o despertar da Força.

Na quarta feira, dia 16 de dezembro, véspera do lançamento, tive a oportunidade de apresentar a saga ao meu primo mais novo de 11 anos, começamos pelo meu episódio favorito, O Retorno de Jedi. Confesso que foi uma experiência ímpar. Apesar de se tratar de um filme antigo e do próprio ritmo mais lento, as reações dele me impressionaram profundamente. Podia ver nos seus olhos o fascínio e a empolgação a cada cena. No final, o pobre garoto estava completamente apaixonado por Star Wars, quis emprestar todos os meus DVDs e não parava de me fazer perguntas sobre as naves, os personagens, os heróis e os vilões. E acreditem, foi justamente assim que eu me senti assistindo ao episódio VII.

Quando do lançamento de Star Wars, muitos críticos de cinema classificaram-no como um filme medíocre, “nada de mais”, diziam. Entretanto, foi a sua capacidade de levar cativos os corações dos espectadores que fez com que a sua importância reverberasse até os nossos dias. Ouvi muitas pessoas mais velhas reclamando que não conseguiram se identificar com o episódio VII, que eles, os “amantes verdadeiros” de Star Wars, não gostaram do filme de J. J. Abrams.

Você tem todo o direito de gostar ou não, mas devemos levar em consideração que O Despertar da Força é um filme feito para o seu tempo. De forma bastante crítica, podemos considera-lo como um grande videoclipe com muitas cenas de ação emendadas umas nas outras e uma história que costura o todo da obra. Mas eu faço questão de repetir, Star Wars é sobre a aventura, sobre o bem contra o mal, sobre redenção, amizade, companheirismo, sobre aprender a lidar com perdas e sobre superação. E isso, meus amigos, o episódio VII entrega com maestria.

Mais uma vez eu repito que não se trata de uma obra prima, mas sim de um ótimo filme para você que está disposto a abrir mão de todos os seus pré-conceitos e, assim como o meu primo mais novo, embarcar numa jornada de aventura e descobertas pelos mais remotos cantos do Universo.

Críticos criticarão, esse é o trabalho deles, mas hoje eu voltei a ser criança e ninguém pode tirar isso de mim!

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Escrito por Felipe Augusto

Felipe Augusto

Estudante de Arquitetura e Urbanismo apaixonado por filmes, jogos e séries. Meu ponto fraco é o meu amor por dinossauros. Não importa o quão ruim um filme seja, se tiver dinossauros eu vou assistir e provavelmente gostar.

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