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“Nada demais” – a opinião da crítica na estreia de Star Wars em 1977

Faltam dois dias para a estreia de Star Wars: O Despertar da Força, e algumas pessoas que assistiram a premiere oficial nessa segunda, em Los Angeles, já avisaram que pode ser o melhor filme da saga até hoje. Mas o fato é que nem sempre Star Wars teve toda essa força de marketing sobre ele, e o primeiro filme da saga foi recebido com muita desconfiança pelos críticos em 1977. vamos relembrar então o que as principais publicações da época falaram sobre o filme:

New York Magazine

O dull new world! We are treated to a galactic civil war, assorted heroes and villains, a princely maiden in distress, a splendid old man surviving from an extinct order of knights who possessed a mysterious power called “the Force,” and it is all as exciting as last year’s weather reports… 

“Um novo mundo bem tolo! Somos apresentados a uma guerra civil galática, um contingente de heróis e vilões, uma princesa em perigo, um velho sobrevivente de uma antiga ordem de cavaleiros que possui um poder misterioso que chama de “a Força”, e é tudo tão excitante quanto assistir à previsão do tempo do ano passado…”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

The Telegraph

The one exception is the instantaneous voyage through hyperspace, the bugbear of science fiction writers who know perfectly well, because of the laws of physics, that galactic empires will never be more than a fantasy if spacemen cannot leap through hyperspace wherever and whenever they choose.

“A única coisa notável é a viagem instantânea através do hiperespaço, o bicho-papão dos autores de ficção científica que sabem perfeitamente que, por causa das leis da física, um império intergalático nunca será mais do que mera fantasia enquanto os astronautas não conseguirem saltar através do hiperespaço na hora que bem entenderem.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

The New Yorker

It’s an epic without a dream. But it’s probably the absence of wonder that accounts for the film’s special, huge success. The excitement of those who call it the film of the year goes way past nostalgia to the feeling that now is the time to return to childhood.

“É um épico sem graça. Mas é provavelmente a falta de graça a responsável pelo enorme sucesso do filme. A excitação daqueles que dizem ser este o filme do ano vai muito além da nostalgia e margeia a sensação de que agora é o momento ideal para voltarmos a ser criança.”

The New York Times

It’s difficult to judge the performances in a film like this. I suspect that much of the time the actors had to perform with special effects that were later added in the laboratory. Yet everyone treats his material with the proper combination of solemnity and good humour that avoids condescension… Star Wars is good enough to convince the most sceptical eight-year-old sci-fi buff, who is the toughest critic.

“É difícil julgar a atuação em um filme como esse. Acredito que na maior parte do tempo os atores tiveram que atuar sem boa parte dos efeitos especiais, que foram adicionados posteriormente na edição. Ainda assim, todos eles tratam o material com a mistura ideal de seriedade e bom humor para que o resultado final não pareça condescendente…Star Wars é bom o bastante para convencer o crítico mais chato do gênero: uma criança de oito anos viciada em ficção científica.”

The New Republic

This picture was made for those (particularly males) who carry a portable shrine within them of their adolescence, a chalice of a Self that was Better Then, before the world’s affairs or — in any complex way — sex intruded.

“O filme foi feito para aqueles que (particularmente do sexo masculino) ainda carregam um altar pessoal onde guardam todo o seu ser adolescente, um cálice onde o Eu é visto como Melhor Naquela Época, antes dos problemas do mundo ou – das mais complexas maneiras – a obrigação sexual te-los corrompido.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

The Hollywood Reporter

Much of the comedy relief is provided by a nagging, pessimistic robot (Anthony Daniels) and a self-propelled computer (Kenny Baker), who are two of the most adorable characters ever to enliven a film. David Prowse is commanding as Lord Darth Vader, a Jedi Knight who has sold out to evil, and Peter Mayhew is amusing as Chewbacca, a simian (right out of Planet of the Apes) who is Solo’s first mate. 

“Grande parte do alívio cômico fica a cargo de um robô ranzinza e pessimista (Anthony Daniels) e um computador que anda (Kenny Baker), que são dois dos personagens mais adoráveis já criados na história do cinema. David Prose está altivo como Lorde Darth vader, um Cavaleiro Jedi que se vendeu para o mal, e Peter Mayhew faz um incrível trabalho com Chewbacca, um símio (que parece ter saído de O Planeta dos Macacos) que é o braço direito de Han Solo.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

Variety

Like a breath or fresh air, Star Wars sweeps away the cynicism that has in recent years obscured the concepts of valor, dedication and honor. Make no mistake – this is by no means a “children’s film,” with all the derogatory overtones that go with that description. This is instead a superior example of what only the screen can achieve, and closer to home, it is another affirmation of what only Hollywood can put on a screen.

“Como um sopro de ar fresco, Star Wars varre todo o cinismo que tem obscurecido nos últimos anos os conceitos de valor, dedicação e honra. Não se enganem – esse não é nem de longe um “filme infantil”, com todos os juízos de valor presentes nessa denominação. Ao contrário, é um exemplo superior daquilo que apenas o cinema pode conseguir e, pensando em nossa realidade, daquilo que apenas Hollywood é capaz de fazer.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

The Guardian

It isn’t the best film of the year, it isn’t the best science fiction ever to be translated to the screen, it isn’t a number of other things either that sweating critics have tried to turn it into when faced with finding some plausible explanation for its huge and slightly sinister success considering a contracting market.

“Não é o melhor filme do ano, e nem a melhor ficção científica já feita para as telas do cinema, e nem um monte de outras coisas que críticos tem escrito para tentar explicar para seus leitores o enorme sucesso que o filme conseguiu mesmo estreando num número reduzido de salas de cinema.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

Monthly Bulletin

Star Wars is monumentally empty, based on not a single idea but a wealth of conceits. Most of these are recognition effects… The discrepancy between the naivety the film pretends to and the know-how (and knowingness) that went into its making results in strange lacunae and a resounding emptiness overall.

“Star Wars é um filme monumentalmente vazio, baseado não num único tema mas numa enorme gama de conceitos – a maioria deles de reconhecimento fácil…A discrepância entre a inocência que o filme finge ter e todo o conhecimento científico utilizado em sua produção resulta numa estranha lacuna e num vazio que ressoa por todo o longa.”

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

The Washington Post

Stockholders in 20th Century-Fox may be coming into another sort of reward. Star Wars is virtually certain of overwhelming popular and critical success. It has a real shot at approaching the phenomenal popularity of “Jaws,” and I wouldn’t be surprised to discover “Star Wars” in the runner-up position among modern hits before the year is out.

“Os investidores da 20th Century-Fox podem ter achado um novo tesouro. Já é virtualmente certo que Star Wars é um sucesso de público e crítica. O filme possui uma chance real de chegar ao mesmo patamar de fama de Tubarão, e eu não ficaria nada surpreso de encontrar Star Wars entre os filmes de maior sucesso do cinema moderno já no fim desse ano.

Para ler a crítica completa (em inglês) é só clicar aqui.

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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