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Lista: 10 games que foram longe demais na criatividade

Que a indústria dos games é criativa a gente já sabe. Mas até onde os desenvolvedores estão dispostos a ir para criar o seu game? O site Shake That Button reúne grande parte desses modos inovadores de se criarem jogos.

Criado por Pierre Corbinais, o site é voltado para jogos que trabalham com controles alternativos. “Os tradicionais são o teclado, os joysticks e até o Kinect. Em suma, os controles alternativos são todos feitos pelas mão de alguém muito criativo de forma bem diferente”, explica Corbinais.

Jornalista, ele montou o site depois de escrever uma matéria sobre o tema e perceber que não havia um lugar para as pessoas exporem suas ideias.

Com esse mesmo intuito, fizemos uma seleção das 10 propostas mais criativas do site:

1- Drunk-Man (or Arak Man)

Criado por Shalev Moran

Drunk man

Este é um da lista de “drinking games“, ou seja, jogos feitos para fazer você beber. A brincadeira consiste em um cooperativo de 4 pessoas as quais, juntas, precisam jogar Pac-Man. Mas não do modo convencional. Veja o vídeo da brincadeira aqui.

Cada jogador representa um dos quatro movimentos do personagem (cima/abaixo/esquerda/direita) e tal direcionamento é acionado quando a pessoa bebe da sua garrafa. Assim, um sensor reconhece o movimento e os quatro devem apreciar seus drinks e vencer no Pac-Man.

O game também recebe o nome de Arak-Man, pois a bebida sugerida é o arak, drink alcoólico a base de anis típica de países do oriente médio – é eu também não conhecia.

Saiba mais sobre o projeto aqui.

2- Swordfight

Criado por Ramsey Nasser e Kurt Bieg

[youtube id=”y1tp_N5ARME”]

Embora o nome (guerra de espadas na tradução literal) indique armas e luta, este jogo é bem mais pacífico, divertido e constrangedor do que você imagina. Trata-se de um game competitivo entre duas pessoas, vestidas com uma armadura singular: um strap on Atari controller. 

Em outras palavras, trata-se de uma espécie de cueca com um controle de Atari acoplado, da forma mais estranha e fálica possível. Ainda, as mãos de ambos oponentes podem ser amarradas atrás das costas. 

Para que tudo isso? Pois bem, a ideia é que os participantes tenham de apertar o botão do controle do adversário usando o joystick da sua própria cueca, apenas com movimentos pélvicos.

A brincadeira é descontrair entre os participantes, estimular o contato e realmente criar um clima saudável de constrangimento. Pela descrição dos próprios produtores “a proximidade do botão de ação e o joystick com virilha dos jogadores resulta em uma estranha e provavelmente hilária experiência para todos os envolvidos“. Com certeza!

Saiba mais sobre o projeto aqui.

3- PainStation

Criado por //////////fur////

[youtube id=”5fpvarlSm-k”]

Já o este da nossa lista é daqueles jogos de dor – muita dor. A brincadeira aqui é tentar vencer seu adversário no Pong, aquele jogo clássico de Atari. Simples assim? Claro que não.

Toda vez que um dos jogadores perde, automaticamente ele leva um choque na mão esquerda. Melhor que isso, se ele tirar a mão do lugar da dor, ele perde o ponto da rodada. Ou seja, segura esse choque aí.

Embora cause dores, os criadores do projeto dizem que ninguém saiu mais machucado do que com uma rápida vermelhidão nas mãos. Vai encarar?

4 - The Itagaki Interface

Criado por Daniele Hopkins e Kyle Duffield

Este talvez seja o item mais controverso e inusitado dessa nossa lista. Não se trata bem de um jogo, mas a performance de um casal o qual resolveu transformar um controle de PS1 em sutiãs.

A proposta é fazer uma crítica ao jogo Dead or Alive (DoA) do primeiro PlayStation. No game, criado por Tomonobu Itakagi, DoA foi um jogo polêmico por permitir que os seios das personagens femininas pulassem em uma movimentação 3D.

Para isso, “o público é confrontado com o desafio de ter de competir entre si no jogo manipulando controles vestidos nos peitos dos artistas”. Tarefa nada fácil, nem mesmo confortável.

Entenda mais aqui.

5 - The Furminator

Criado por //////////fur////

[iframe id=”https://player.vimeo.com/video/3955640″]

The Furminator talvez tenha um nome muito mais legal do que realmente é. Trata-se de um trambolho do tamanho de um ser humano e que cria a sensação de primeira pessoa em um pimball.

Isso mesmo. O jogador “entra” na máquina e fica com a cabeça logo atrás dos flippers para ter a sensação de que a bola vai em algum momento bater em você.

Não só isso, a máquina ainda traz um capacidade que movimenta de acordo com o bater das bolas, som especiais e luzes que promete “uma imersão na realidade”. Para mim, pimball sempre pareceu muito real.

Veja mais aqui.

6 - Edgar Rice Soirée

Criado por Douglas Wilson, Adam Henriksson, David Kanaga e Thomas Perl

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Imagine você uma sala com 20 PS Moves pendurados no teto por cordas. Embora pareça uma exposição de algum museu de arte contemporânea, trata-se de um jogo.

Chamado de Edgar Rice Soirée (ou jogo estranho de pendurar como Tarzan, na própria descrição do autor), a brincadeira tem uma proposta muito simples. Quatro pessoas devem navegar por essa “selva” de PS Moves sempre usando apenas o controle representado pela sua cor. O objetivo é sempre apertar dois controles de uma mesma cor.

O desenrolar do jogo lembra muito Twister. A ação é determinada por uma música que “embaralha” as cores, de modo que os jogadores tem de correr atrás de um novo PS Move. Se apenas um estiver pressionado por vez, ele perde “energia” até se desligar, aumentando a dificuldade. No final, perde quem ficar sem controles.

De acordo com os produtores, “bloquear o caminho dos outros com seu corpo é permitido e contatos corporais estranhos são encorajados”. Vamos jogar?

7 - Propinquity

Criado por Lynn Hughes, Bart Simon, the Modern Nomads | Marius Kintel – Jane Tingley – Anouk Wipprecht e Severin Smith

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Temos aqui mais um game para estimular o contato, mas sem, necessariamente, haver contato (han?). Propinquity é um game de duas pessoas adversárias no qual os jogadores têm de “acertar” os sensores dos adversários com uma luva especial. Contudo, a ideia aqui não é encostar, mas aproximar por um determinado tempo.
Cada participante tem um conjunto de luvas e sensores que brilham e apagam de acordo com uma determinada música, indicando movimento que deve ser feito. Quanto mais tempo a pessoa conseguir manter a mão sobre o sensor, mais pontos ela ganha.

De acordo com os programadores, o game foi desenvolvido para gerar um agradável espetáculo “às vezes, uma estranha, às vezes, uma fluida e coreografada relação de dois corpos”. Isso fica bem ressaltado pelo jogo de luzes.

Saiba mais aqui.

 

8 - Magnêsiă

Kati Hyppä, Karina Smigla-Bobinski e Tatiana Vilela

[youtube id=”j7VHQE4ObPY”]
Magnêsiă é um jogo complexo. Inspirado no cérebro humano, o game é uma plataforma feita de várias camadas e ligações para serem interpretadas.
Embora tenha um estética complexa, a mecânica é bem simples. Os jogadores, divididos em 2 times, devem usar um cilindro magnetizado para carregar bolas de ferro para determinados buracos indicados com pontos de luz. Quem conseguir preencher todos os buracos primeiro, ganha a partida.
Magnêsiă espanta pela beleza e complexidade da sua criação aliada ao simples e divertido modo de jogar.
Veja mais aqui.

9 - Duel Reality

Harry Lee, Wouter Walmink, Alan Chatham e Chad Toprak

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Duel Reality tem um nome bastante significativo – realidade em duelo, numa tradução direta. A proposta é exatamente essa, trazer a sensação de imersão em uma luta de espadas.

Mas não é um duelo assim tão simples. Os jogadores devem usar um chapéu que indica para o adversário onde atacar – nos membros superiores ou inferiores. Já quem está na defensiva não tem noção do que o chapéu está indicando.

Ambos os lutadores têm sensores nos braços e pernas que dão sinais de onde o adversário deve atacar. Ou seja, para vencer, é preciso prestar atenção em defesas e ataques ao mesmo tempo.

Veja mais aqui.

10 - Punch The Custard

George Buckenham

[youtube id=”YMuXOW7xwJI”]

Outro game com um nome autoexplicativo. “Soque o creme”, em tradução literal, é o jogo no qual duas pessoas literalmente precisam competir para socar da melhor forma o creme dentro de uma forma.

Mas não basta socar de forma aleatória, um computador indica a forma em com que os participantes precisam socar o creme para ganhar pontos. Ou seja, para vencer, mão na massa…. ou no creme.

Veja mais aqui.

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Escrito por Wagner Wakka

Wagner Wakka

Estudante de jornalismo na Unesp Bauru, gamer e nerd. Carrega consigo a difícil decisão entre o salgadinho e a pipoca para acompanhar uma série. Defensor do Netflix, não liga para spoiler e sabe que nenhum personagem será tão complexo quanto Homer Simpsons.

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