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Game of Thrones S06E06 – Blood of My Blood

O jogo

Basta que um episódio de Game of Thrones não tenha grandes brigas ou grandes mortes que já fica parecendo chato para muita gente. Mas Blood of My Blood soube balancear as emoções, inclusive trazendo gente que era dada como morta de volta e apresentando novos personagens.

O que falta em sangue, ganhamos em dois grandes momentos. Em Porto Real, a ameaça de guerra ao Alto Pardal pelo exército de Jaime é recebida com fúria, e a cena tem um ritmo incrível que mistura medo e surpresa. Por outro lado, o outro grande momento deixa a desejar: Daenerys reencontra Drogon ao final do episódio, mesmo sem ter aparecido em uma única cena anterior. Obviamente seu discurso de líder montada em um dragão é um acontecimento grandioso, mas o episódio não consegue o justificar. E deu de discurso para Daenerys, queremos ver é ação.

Boletim médico de Jon Snow

Desaparecido.

Pela primeira vez na sexta temporada.

O momento mais mágico

Os vários flashbacks que Bran teve enquanto era arrastado por Meera no meio da neve aguçaram a curiosidade: desde a aparição do Rei Louco (e a força que isso dá para teoria que o próprio Bran teve algo a ver com a loucura) até a possível importância que o fogo vivo pode ter na batalha contra os Caminhantes Brancos. Mas fantástico mesmo foi o fato de Meera ter conseguido fugir tanto tempo com Bran. Bastava que os Caminhantes terminassem de matar Hodor para que eles estivessem livres e pudessem ir atrás dos dois, mas de alguma forma, passa um bom tempo antes que os bichos alcancem eles novamente, até eles serem salvos pela reaparição surpresa do Tio Benjen.

Aliás, o Tio Benjen em si é um momento mágico, já que o timing do homem é impecável. Sua história também sugere que há outras formas até então desconhecidas de sobreviver a um ataque dos homens de gelo. Benjen é fisicamente um zumbi, mas suas memórias, assim como sua lealdade à Casa Stark parecem estar intactas.

Ah, Bran não perguntou por Hodor depois de acordar. Baita amigo.

A faca pelas costas

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As conversas do Alto Pardal com Tommen finalmente se concretizaram, com o jovem rei escolhendo o pior aliado existente, no alto de sua ignorância. Certamente essa era uma ideia que estava sendo plantada já há alguns episódios, mas a cena ainda foi carregada de emoção, principalmente ao focar na decepção e na confusão de Jaime com o filho que ele não pode assumir.

A virada de Margaery foi a maior surpresa do momento, apesar de não parecer final. Pelo jeito como ela falou com Loras, vem uma vingança por aí, e se infiltrar no inimigo só a fará mais fatal. Margaery é uma das mulheres mais poderosas em Game of Thrones, e ela é capaz de manipular Tommen muito melhor que o Alto Pardal. Dessa união não vai vir coisa boa, mas a guerra entre Igreja e Estado parece cada vez mais próxima, porque Cersei não vai deixar a Fé dos Sete roubar seu último filho.

A melhor fala

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Qual seu nome?
Mercy
– Ex-Ninguém

Mercy é o cara***, meu nome agora e Arya Stark! Deu de ser mercenária da Casa do Preto e Branco, Arya está de novo na companhia de Agulha e as duas vão para casa lutar na guerra. A jornada de Arya é interessante, porque parece ter dado uma volta e terminado no mesmo lugar. Mas possivelmente não só seus instintos estão super aguçados e vão calhar na hora das brigas, como ela aprendeu alguma coisa sobre… Não, não aprendeu. Só a experiência dos dias de Demolidor mesmo.

O vencedor da rodada: Sam Tarly

Pelo que Sam contava, dava para imaginar que seu pai era o capeta, mas a insistência do Patrulheiro em levar Gilly para casa mostrava que ele estava confiante em uma reconciliação – ainda que falsa. Foi lindo ver Gilly se defendendo, e também defendendo Sam. Ele matou um Caminhante Branco! Sam tem cara de bonzinho, e é, mas ele é corajoso e guerreiro.

Um dos momentos mais esperados por mim nessa temporada é o reencontro de Sam e Jon, e as histórias que os dois vão ter para contar. A amizade dos dois foi construída com cuidado na série, e Sam é um companheiro fiel, por isso espero que ele escolha lutar ao lado dos Stark em vez de voltar para a Muralha.

Notas:

– A peça de teatro espalha pelas ruas de Bravos a versão oficial da morte de Joffrey, de que Tyrion seria o responsável pelo assassinato. Já sabemos quem não vai recebe-lo muito bem quando ele aparecer ao lado de Daenerys.

Nota: B

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Escrito por Ana Carolina Nicolau

Ana Carolina Nicolau

Encarou cinco anos de Cálculo pesado para descobrir que preferia as letras aos números. Apesar dos esforços para se concentrar nas telonas, foi capturada pela fascinante tevê do século XXI. Mantém uma relação chove-não-molha com a sétima arte no site take148.net. Atualmente estuda para encontrar a solução ótima da equação "cinema + tevê + vida social = 24h". Tem quase certeza que esse deveria estar na lista dos 7 Problemas do Millennium.

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