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A Semana da Ana: um guia pra quem não pode ver tudo na vida

Tem tevê demais. Tem muita coisa boa. Coisa boa demais. É difícil não se perder nesse mar de séries, primeiras ou décimas segundas temporadas, pequenas pérolas ou grandes espetáculos. A Semana da Ana é uma tentativa de ajudar os navegantes que estão a ponto de cair do navio. Eu assisto a MUITA coisa, e infelizmente é impossível dar pitaco sobre tudo isso. Quase que não dá tempo de dar pitaco pra mim mesma. Mas tem sempre uma coisinha, seja uma cena foda, um episódio foda ou uma série foda que eu quero dividir sem muita elaboração, e eu não tenho amigos suficientes no Facebook #foreveralone.

Então, me deixa te soterrar com minha obsessão pela tevê que ninguém vê, fetiches sexuais envolvendo sacos plásticos e histórias de amor super convencionais (devo acrescentar um “não” depois de “super” pra parecer mais cult?). Já vou avisando, eu normalmente não gosto de espadas e dragões, mas gosto de Game of Thrones. Eu normalmente não gosto de super-heróis, mas fiz o dever de casa com Jessica Jones. Eu normalmente não gosto de reality, mas tô me esforçando com RuPaul’s Drag Race. Me aguente. Prometo que vou te ajudar a encontrar seu próximo vício, ou pelo menos te convencer a ter uma recaída por algo que você abandonou. Agora chega de conversa e vamos logo ao ponto.

Segunda teve Crazy Ex-Girlfriend, na CW

Josh Is Going to Hawaii! (1×14) tem algo que garanto que você nunca viu antes em uma série de tevê. Já fazem algumas semanas que a descoberta da bissexualidade por Darryl Whitefeather vinha sendo desenvolvida, mas o que começou com um simples beijo na bochecha tomou proporções espetaculares nesse episódio. Não, gente, não é uma cena de sexo entre dois caras de um musical da tevê aberta, calma! Mas é lindo, e é engraçado, e é inteligente, e é novidade. Com essa trama, Crazy Ex-Girlfriend pode ter acabado de se tornar uma das séries mais inovadoras da tevê no retrato de um personagem bissexual. E imaginar que até pouco tempo ainda implicavam com o irônico título do programa.

Terça teve New Girl, na FOX

Jess está de volta em Goosebumps Walkaway (5×10) e isso significa dar adeus para Reagan, a personagem de Megan Fox. New Girl não via um sopro de esperança há bastante tempo, e a passagem de Fox pela comédia renovou o ar. Mesmo estando triste pela partida de Reagan, estou colocando minhas fichas em Zooey Deschanel e no que a série vai ser daqui para frente. Talvez adicionar uma nova new girl toda temporada seja o caminho certo.

Seguido de American Crime Story: The People v. O.J. Simpson, na FX

Esse foi pra chorar. ACS dedicou um episódio inteiro a mostrar como a promotora Marcia Clark foi vilanizada pela defesa, pela mídia e pelo público pelo simples fato de ser mulher, mãe e ter cabelos encaracolados e, imagine que absurdo, estar no comando de um dos casos mais importantes da justiça americana. Marcia, Marcia, Marcia (1×6) é cruel, e se torna mais sinistro ao nos provocar com a ideia de que 20 anos se passaram e esse tipo de coisa ainda acontece. Estou torcendo para que Sarah Paulson ganhe um Emmy pelo episódio, pelo que já é uma das melhores performances do ano. E tudo nos faz pensar: a fashion police contribuiu para deixar um assassino escapar. Que vergonha, América.

Domingo teve Girls, na HBO

Muita gente largou Girls pra trás quando a série começou a ser Mulheres que Serão Garotas Para Sempre, mas o quinto e penúltimo ano da obra prima de Lena Dunham voltou com tudo nos eixos. O romance de Jessa e Adam é uma das melhores coisas na tevê atualmente, pelo menos se tratando de amor de domingo (sabe Cersei e Jaime? Amor de domingo). Em Old Loves (5×4), episódio dessa semana, eles finalmente chegam a algum lugar, e que momento bizarro. Nada dava certo, mas parece que deu.
PS: Marnie, você é insuportável.

Seguido de Togetherness, também na HBO

Se você aguenta ficar até meia noite de domingo acordado pra ver Girls, deixe a tevê ligada por mais meia hora. Se você usa métodos alternativos pra ver Girls na segunda feira, use métodos alternativos pra ver a dramédia dos irmãos Duplass. Sim, é mais uma série sobre a classe média branca com problemas financeiros que não são problemas de verdade, mas Togetherness é emocionalmente ousado. Um yupi! pra Srta. Amanda Peet, que está fantástica no que deve ser um dos melhores papeis da sua carreira. Essa semana, em Changetown (2×4), Tina tem uma discussão sobre ter filhos que simplesmente não está acontecendo em outros cantos da tevê.

banana 4A Banana da Semana: Better Call Saul, segunda, na AMC e na Netflix

Saul, ou Jimmy, foi um personagem secundário de Breaking Bad e agora parece ser um personagem secundário de sua própria série. Não foi à toa que o melhor episódio da primeira temporada de BCS, Five-O, não foi sobre ele. Em Gloves Off (2×4), enquanto a história de Mike continua a se fortalecer, a trama de Jimmy fica cada vez mais desnecessária. Better Call Saul vai ser uma homenagem dispensável para algo que foi indispensável?

E você, o que te fez engasgar essa semana?
Cuidado com o café quente e, gente, vão ver tevê.

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Escrito por Ana Carolina Nicolau

Ana Carolina Nicolau

Encarou cinco anos de Cálculo pesado para descobrir que preferia as letras aos números. Apesar dos esforços para se concentrar nas telonas, foi capturada pela fascinante tevê do século XXI. Mantém uma relação chove-não-molha com a sétima arte no site take148.net. Atualmente estuda para encontrar a solução ótima da equação "cinema + tevê + vida social = 24h". Tem quase certeza que esse deveria estar na lista dos 7 Problemas do Millennium.

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