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A Semana da Ana: Marnie, Peter Gallagher, Lost e otras cositas más

Vou contar um segredo, mas prometam que não vão desistir dessa coluna por causa disso. Eu abandonei Lost na primeira temporada e nunca mais voltei a ela, até esse feriado de Páscoa. Essa é uma informação importante, primeiro porque é minha justificativa para ainda não estar em dia com Vinyl, The Night Manager e The New Yorker Presents, e segundo porque a super maratona de Lost que fiz durante esses quatro dias (comecei do zero e estou no 1×18) me deu a ideia de incluir aqui episódios das séries antigas que eu ando vendo.

Além disso, algumas coincidências me chamaram atenção esses dias. Peter Gallagher, eterno Sandy Cohen de The O.C., bateu algum tipo de recorde aparecendo três vezes em séries diferentes. Primeiro (e talvez pela última vez), apareceu em Togetherness (2×5) no último domingo, como Larry, o agora ex-namorado de Tina. Depois fez uma ponta como o pai do Schmidt em New Girl (5×12), que faço questão de explorar abaixo porque foi excelente. E por último, Gallagher e suas sobrancelhas majestosas reapareceram em Law & Order: Special Victims Unit (17×18). Isso é só pra nos lembrar de quão versátil e foda ele é.

Falando em Togetherness, todo meu luto pelo cancelamento dessa belezura pela HBO. Uma pena que uma série com tanto potencial não tenha conquistado uma audiência decente que pudesse mantê-la no ar. Enquanto eu estou de dedos cruzados pra que ela seja ressuscitada por alguém, a HBO tem uma má reputação de trancar projetos que eles não querem mas que também não querem que ninguém mais queira. Enquanto isso a relação de Mark e Jay Duplass com o canal segue firme e forte com Animals. Estou curiosa pra ver como o cancelamento de supetão vai afetar os últimos episódios da temporada.

Só mais uma coisinha: a dobradinha de Crazy Ex-Girlfriend (1×15) e Jane the Virgin (2×15) surpreendeu com uma reflexão crítica sobre o uso do teste de Bechdel na cultura pop. Aprofundei o assunto nesse texto, por isso não vou entrar em mais detalhes por aqui.

Agora vamos em frente com os momentos especiais da semana.

Terça teve New Girl, na FOX

Minhas previsões sobre o futuro de New Girl estão pouco a pouco se concretizando. Até agora a quinta temporada está numa corrente de qualidade, apesar de ser exatamente o que a gente espera de uma boa temporada de New Girl. Em D-Day (5×12), Jess não sabe que o pai de Schmidt (Peter Gallagher, que coincidência!) é o pai de Schmidt e obviamente isso leva a confusões. Sem dúvidas que o melhor do episódio são as reações de Max Greenfield, que é um gênio da comédia física (já viu esse vídeo de Greenfield interpretando Schmidt imitando Travolta interpretando Robert Shapiro?).

Quinta teve o season finale de Baskets, na FX

Semana passada eu disse que Baskets é o que é, mas talvez eu estivesse errada, porque Family Portrait (1×10) me surpreendeu outra vez sendo algo que eu não achei que seria. Algumas das melhores comédias de humor negro são dramas pesados, e Baskets foi para esse caminho, se felizmente ou infelizmente ainda não sabemos. Os sonhos de Chip foram esmagados mais uma vez quando ele decide largar o rodeio e virar atendente de uma rede de fast food. Sua relação com Martha é abalada pela entrada de Dale na vida dela, e a doença de Christine atinge notas bem melancólicas. Assistirei e torcerei pela segunda temporada de Baskets. Estamos na era da tevê de nicho, então fico feliz que séries estranhas e específicas como essa estejam sendo feitas, ainda que não sejam exatamente meu sabor preferido.

Domingo teve Girls, na HBO

Totalmente inesperado, o episódio de ontem de Girls foi inteiramente focado em Marnie, algo que a série nunca ousou fazer antes com ninguém além de Hannah. Ela reencontra Charlie, um ex-namorado dos idos da segunda temporada que, sinceramente, já tinha desaparecido da minha mente. Ele está quebrado (mais ou menos) e muito mudado, e o dia que Marnie passa com ele inspira mudanças no seu relacionamento com Desi. Marnie é uma personagem que passa tempos sendo menosprezada, não só pelos personagens, mas pela própria série, e The Panic in Central Park (5×6) mostra que ela ainda pode ser usada de forma interessante pela trama. A cena que dá título ao episódio, Marnie submersa em um lago, é poética e incrivelmente bem atuada. Os melhores episódios de Girls são aqueles que correm riscos, que não tem medo de sair do padrão e que experimentam com jeitos diferentes de contar uma história. The Panic in Central Park está lá em cima, o que confirma que a quinta temporada de Girls pode surpreender ficando ao lado das duas primeiras. Go Marnie!

De outra semana qualquer: Lost, da ABC

Eu não me lembrava que o piloto de Lost tinha sido tão bom. Aliás, o fato do piloto se chamar The Pilot e mostrar a morte do piloto do avião já é um clássico movimento do nosso amigo Jota Jota Abrams. Mas a cena que me fez engolir em seco foi o momento em que Kate tira as botas de um corpo para poder desvendar a selva com Jack. A cena é perfeita para estabelecer o trauma pelo qual essas pessoas acabaram de passar, coisa que toda a ação da série as vezes encobre.

Me arrependo de não ter visto a série na época, 12 anos atrás, porque perdi toda a experiência conjunta que era se debruçar sobre pistas e teorias nos fóruns da internet. Por sorte, o Reddit de Lost tem mais atrasados como eu e ainda é bem ativo.

A banana da semana: a première de The Catch, quinta, na ABC

banana1#TGIT, amigos! Novo membro na área. Shonda Rhimes ataca novamente com a substituta de How to Get Away with Muder. Ainda não me resolvi sobre acompanhar The Catch, porque The Pilot não conseguiu me pegar (han? han?). Por enquanto, soa muito familiar. Molde pré-fabricado de uma história de golpe misturado com divertidos, mas previsíveis, casos da semana. Mas como boa protagonista da ShondaLand, a veterana Mireille Enos segura o episódio com uma atuação fantástica para uma personagem que desce como apenas mediana. Sem ultimatos até pelo menos o quinto episódio, mas vai precisar um furacão para mudar esse jogo.

E você? O que te fez engasgar essa semana?
Cuidado com o café quente e vai ver tevêêê!

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Escrito por Ana Carolina Nicolau

Ana Carolina Nicolau

Encarou cinco anos de Cálculo pesado para descobrir que preferia as letras aos números. Apesar dos esforços para se concentrar nas telonas, foi capturada pela fascinante tevê do século XXI. Mantém uma relação chove-não-molha com a sétima arte no site take148.net. Atualmente estuda para encontrar a solução ótima da equação “cinema + tevê + vida social = 24h”. Tem quase certeza que esse deveria estar na lista dos 7 Problemas do Millennium.

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