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A Semana da Ana: o início de Orphan Black, o meio de The Americans e o fim de Girls

Eu cometi alguns crimes nessa vida, admito. Um deles foi estar com a segunda temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt há mais de mês e não ter visto ainda (mas prometo que quando ver, vai ter review). Também ainda não tive ânimo para voltar a The Girlfriend Experience, o que pode ser a grande estreia da temporada. Mas, do que eu vi essa semana, gostei de tudo praticamente. Especialmente das trilhas que ouvi. Muitas séries mantém uma relação importante com a música, e é superinteressante perceber como elas usam referências da música pop para criar uma camada a mais na história. Das minhas escolhas dessa semana, só Orphan Black não chama atenção no quesito trilha, ou talvez chame, e eu que nunca percebi. Se for o caso, deixe nos comentários as músicas mais legais da série, e vamos aos mais merecedores do nosso tempo:

Quarta teve The Americans, na FX

Depois daquela cena da semana passada, eu não esperava que The Americans fosse voltar a me surpreender tão rapidamente. Mas aconteceu! Clark’s Place (4×5) foi magistral, e serve para mostrar basicamente duas coisas. 1) Aqueles personagens não têm mais controle sobre suas vidas e 2) Nenhuma série atualmente trabalha tão bem com a música pop. A montagem final, ao som de Under Pressure, do Queen com o David Bowie, é brutal para Elizabeth e Phillip porque eles finalmente entendem que Martha é um problema. Para Martha, é a descoberta de que provavelmente ela ficará sem ver seu marido por um bom tempo. E para Stan, resta começar a desconfiar de todos a sua volta. Combinada com uma edição esperta do diretor Noah Emmerich (Stan!), a canção nos leva ao centro da guerra interna dos personagens enquanto eles tentam lidar com a guerra lá fora. São todos humanos, why can’t we give love one more chance? 

Quinta teve a season première de Orphan Black, no Space

Uau, quem esperava por essa? Voltando de uma terceira temporada confusa, a season première de Orphan Black, The Collapse of Nature (4×1), apostou fundo no início de tudo, e nada poderia ser mais acertado. Sob o incrível poder de hipnotização do talento de Tatiana Maslany, finalmente temos o prazer de conhecer um pouco mais de Beth, a clone catalizadora das mudanças na vida de Sarah. O episódio, passado quase todo em flashback, finalmente explica porque devemos nos importar com a Neolution, que se tornou a grande vilã na temporada passada, mas ainda não tinha sido investigada o suficiente para nos convencer a prestar atenção. Talvez minha única ressalva é que não tenhamos visto Beth pulando na linha de trem, mas isso pode ser um sinal de que veremos mais de Beth, o que resolveria tudo. Também conhecemos uma nova irmã, a tímida M.K., que parece ter um ácido senso de humor, já que na maioria do tempo ela se esconde atrás de uma máscara da ovelha Dolly. Queremos mais ou muito mais?

Domingo teve o season finale de Girls, na HBO

Ninguém vai negar que Girls teve uma temporada forte, diferente da falta de consciência sobre si mesmo que a série estava propondo em seu terceiro e quarto ano. O season finale duplo, Love Stories (5×9) e I Love You Baby (5×10), deu a cada personagem a chance de se redimir diante de seu próprio egoísmo, e funcionou perfeitamente. As cenas de Hannah com Jenny Slate e o monólogo final sugerem que Hannah pode estar no caminho certo pela primeira vez na vida. Shoshanna, Marnie e Ray voltaram a se falar, namorar e fazer rios de dinheiro com o rebranding do café de Ray. Não ficou claro se o sexo pós destruição do apartamento de Jessa e Adam foi o casal seguindo em frente depois de chegar a uma conclusão sobre Hannah ou dando adeus para esse curto e picante romance. E em mais uma escolha musical sinistra da semana, I Love You Baby fecha com a canção homônima, enquanto os personagens descobrem, talvez, que sim, podemos dar mais uma chance ao amor. Mesmo que seja ao amor próprio.

De uma semana qualquer: o piloto de Miami Vice, na NBC

Miami Vice sempre foi aclamado por sua trilha. E eu resolvi checar esse hit dos anos 80 justamente por isso. Em uma cena chave do primeiro episódio de The Americans toca a canção In The Air Tonight, do Phil Collins. Essa foi uma escolha ousada, porque a música tinha ficou marcada por causa de uma cena, agora clássica, do piloto de Miami Vice, considerado um dos melhores episódios de estreia de todos os tempos. Então lá fui eu ver Brother’s Keeper (1×1), esperando pela tal cena. E pra minha surpresa, ele é mesmo genial. As duas horas são totalmente inspiradas pela música e pela cultura de videoclipes que a MTV estava criando na época. Além de Phil Collins, tem Rollings Stones, Lionel Richie e Cyndi Lauper (a sequência que toca Girls Just Wanna Have Fun é imperdível).  É uma série de drama, mas com certeza muitas coisas da época vão te fazer rir, desde o modo como se vestem, andam e falam, até a forma como as cenas são montadas e os personagens são apresentados. Miami Vice também é “a” série policial, que moldou todas que vieram depois dela. Não é uma aventura obrigatória, mas se você quer conhecer um pouco mais da história da tevê, vale a pena.

A Banana da Semana: Grey’s Anatomy, quinta, na ABC

Ao longo dos seus 12 anos, Grey’s Anatomy teve episódios duplos inesquecíveis. Você com certeza se lembra do dia que Meredith resolveu enfiar a mão na barriga de um cara que tinha um míssil bem do lado do estômago, ou do dia que Addison fugiu para Los Angeles para apresentar o piloto do spin-off de Grey’s, Private Practice. Mas certamente você já esqueceu alguns detalhes ridículos dos episódios da última quinta, There’s a Fine, Fine Line e It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding). Ben nunca foi um personagem bem desenvolvido, e fazer dois episódios sobre ele deve ter sido reação à alguma greve interna dos roteiristas. E Callie não conversando com Arizona antes de tomar a decisão de mudar para o outro lado do país? E Arizona não conversando com Callie e indo direto a uma advogada? Não, não, me deem outro míssil, por favor.

Sei que os fãs de Grey’s tudo pira. Discorda de mim? Viu algo mais legal? Comenta aí!

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Escrito por Ana Carolina Nicolau

Ana Carolina Nicolau

Encarou cinco anos de Cálculo pesado para descobrir que preferia as letras aos números. Apesar dos esforços para se concentrar nas telonas, foi capturada pela fascinante tevê do século XXI. Mantém uma relação chove-não-molha com a sétima arte no site take148.net. Atualmente estuda para encontrar a solução ótima da equação "cinema + tevê + vida social = 24h". Tem quase certeza que esse deveria estar na lista dos 7 Problemas do Millennium.

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