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A Semana da Ana: Aaron Paul, cartoons e muita areia em Togetherness

Algumas coisas notáveis aconteceram essa semana:

  • Não teve a banana da semana porque eu resolvi não assistir a nenhuma série que não fizesse meu coração bater mais rápido só de pensar nela, isso inclui The Night Manager, I Am Cait e The Family.
  • Eu parei minha maratona de Lost para poder refletir sobre a série sem o viés da imersão por horas a fio. O primeiro episódio da segunda temporada foi incrível, e talvez mereça um texto à parte.
  • Eu fiz planos de assistir ao Batman de 1966, com o Adam West. Mas como prometi para alguém, antes disso vou terminar de ver Kamen Rider W (acharam que eu não era tão eclética assim, né?)
  • Eu fiz planos de assistir à segunda temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt, mas gostaria de saber se as pessoas vão se interessar por uma review antes da estreia oficial.
  • Algo que eu nunca vi mas queria ter visto só pra participar da raiva coletiva de ontem a noite? The Walking Dead.

Desculpas dadas, vamos ao que interessa.

Quarta teve The Path, na Hulu

Escrevi com mais detalhes sobre The Path em um texto da semana passada, mas ainda acho que a nova série de Aaron Paul merece uma menção aqui, porque de fato foi a melhor coisa que assisti esses últimos dias. Quero falar uma cena específica: no piloto, What the Fire Throws (1×1), Sarah (Michelle Monaghan) segue Eddie (Aaron Paul) até o motel onde ele encontra a mulher que quer convencê-lo de que o Meyerismo é mentiroso. Ela assiste calmamente, mas incrédula, enquanto ele sobe as escadas, bate no quarto e entra. Tudo acontece bem devagar (como no resto da série), e é uma cena tão intensa e silenciosa que te permite mergulhar na cabeça de alguém que prefere que o marido tenha um caso do que descobrir que ele não acredita mais na religião deles.  É um traço definidor da personagem até agora.

Quinta teve Archer, na FX

Apesar de ouvir falar de Archer faz anos, eu nunca tinha visto essa animação, mas decidi checar aproveitando o início da nova temporada. A première do sétimo ano da série, The Figgis Agency (7×1), foi um tanto fantástica. O caso sobre uma atriz que está sendo chantageada é uma sátira aguçada do mundo vip de Hollywood, mas também traz todas as ironias dos filmes de espião que a mesma Hollywood produz. O humor é adulto, mas Sterling Archer tem um comportamento infantil, contraste que dá boas situações. Estou esperando pela continuação do caso na semana que vem, um movimento ousado para animações, de usar mais de um episódio para um arco narrativo. Aparentemente, não há problema em começar em uma temporada qualquer, mas algumas histórias de fundo me deram vontade de ver tudo desde o início, por exemplo o fato dele não ser mais espião do governo, e sim trabalhar para uma agência particular.

Sexta teve Animals, na HBO

Vamos dizer que uma semana engraçada é aquela que as melhores séries na tevê são desenhos. Animals surpreendeu algumas vezes ao longo da sua curta primeira temporada, e uma das escolhas mais interessantes foi terminar o episódio Dogs (1×4) com uma cena live-action de cachorros. Squirrels (1) (1×8) terminou com um “continua na próxima semana”, ousado como em Archer. E em Squirrels (2) (1×9), Jon Lovitz e Kurt Vile (reais!) fazem a introdução do episódio, fazendo uma recapitulação da história dos esquilos que tiveram a casa na árvore virada por um raio. Ainda não decidi se a cena é uma metalinguagem genial ou simplesmente uma escolha bizarra, mas seja qual for, é um jeito novo e superengraçado de contar uma história. Season finale semana que vem!

Domingo teve Togetherness, na HBO

Ai ai ai, tá acabando! Faltando apenas um (UM!) episódio para o final da série, nesse momento Togetherness parece mais Separateness. The Sand Situation (2×7) foi triste por um lado, animador por outro, mas em geral foi simplesmente uma ótima, envolvente e inteligente meia hora de tevê. Michelle e Brett finalmente se confrontaram e ela resolveu pular fora da relação. Eu gosto de Natalie, e gosto do Brett Nataliesco, mas a série não teve tempo para desenvolver o casal como algo que precisa acontecer no final de tudo. Então, em mais meia hora, espero que deem um jeito de Michelle e Brett terminarem em um lugar legal, mesmo que não juntos. Apressadamente, Alex e Tina fizeram as pazes trocaram um aperto de mão amigável, mas com a iminência de uma doação de esperma, vai ser só amor semana que vem. Finalmente! As cenas na praia lembraram um pouco o sentimento de Kick the Can (1×5), quando eles vão ao parque jogar rouba-bandeira. Todos trabalhando juntos para roubar areia para o cenário de Dune não foi só leve e inspirador no meio de toda a bagunça sentimental, mas incrivelmente bem filmado, com algumas cenas, como a da suspensão dos barris, literalmente colocando lágrimas nos meus olhos. Talvez seja o luto antecipado porque não teremos mais Amanda Peet para melhorar nossos domingos, talvez porque foi uma linda cena mesmo.

Como eu tenho sugestões para vocês, é justo que vocês tenham sugestões para mim. Me mandem ver uma série nova! Principalmente agora que vou sofrer de abstinência de Togetherness, vou precisar. Comentem, mandem email, tweet, pombo correio, código Morse ou sinal de fumaça, e por favor, continuem a ver tevê 😉

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Escrito por Ana Carolina Nicolau

Ana Carolina Nicolau

Encarou cinco anos de Cálculo pesado para descobrir que preferia as letras aos números. Apesar dos esforços para se concentrar nas telonas, foi capturada pela fascinante tevê do século XXI. Mantém uma relação chove-não-molha com a sétima arte no site take148.net. Atualmente estuda para encontrar a solução ótima da equação “cinema + tevê + vida social = 24h”. Tem quase certeza que esse deveria estar na lista dos 7 Problemas do Millennium.

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