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8 vezes que os Power Rangers não foram bons exemplos para o público

Quem já viu os adolescentes de roupas collant coloridas que salvavam o mundo usando o poder de dinossauros deve imaginar de tudo, menos que,e em algum momento da história, os Power Rangers foram polêmicos. Apesar das crianças terem ficado malucas com o programa que misturava artes marciais, monstros grotescos e robôs gigantes, os pais dessas crianças não ficaram assim tão felizes. Enquanto nos Estados Unidos o órgão que regulamenta a programação de TV ficou atolado de reclamações de que o programa era muito violento, no Canadá a quantidade de reclamações fez com que as redes de TV parassem de transmitir o programa.

Mas isso era só a superfície do problema. No fundo, Power Rangers possuía fatores muito mais perigosos para as crianças do que algumas lutas mal coreografadas. Coisas como racismo, rapto de crianças e o uso de drogas – todos esses temas nada infantis já foram abordados pelos Rangers. E o mais preocupante: nenhum deles de maneira a ensinar as crianças que isso tudo é errado.

Quando o Ranger Vermelho se tornou um viciado

Rocky talvez tenha sido o Ranger Vermelho mais subestimado. Apesar de ser um personagem sempre pronto para tudo, ele nunca foi realmente o líder do grupo – cargo que já era ocupado por Tommy, o Ranger Branco – e teve um papel tão secundário na série que nem foi chamado para o episódio Forever Red de Power Rangers Wild Force – aquele clássico episódio em que todos os Rangers Vermelhos se reúnem (no caso, quase todos).

Mas o maior momento de protagonismo de Rocky em uma história dos Rangers não foi algo a se orgulhar. No episódio Rocky Just Want to Have Fun, o Ranger vermelho acaba se tornando um viciado em Pachinko (uma máquina japonesa que é uma mistura de caça-níquel com pinball) – e a fissura foi tanta que ele até mesmo deixou de participar das lutas contra monstros para continuar jogando. Claro, até o fim do episódio ele acabou se recuperando – não se antes ter sido transformado em uma bola de Pachinko por um dos monstros de Lord Zedd – mas, de qualquer jeito, ter o herói mais descolado do grupo se viciando num caça-níquel não é bem um exemplo de conduta.

O Ranger Quantum era um racista

Os Power Rangers possuem uma longa tradição de vilões que acabam se juntando a equipe – muito por conta do sucesso que foi o Ranger Verde ainda na primeira temporada da primeira série. E em Power Rangers Time Force nós também temos a presença de um personagem desse tipo, o Quantum Ranger. Só que, bem, não dá pra falar que ele é realmente um dos mocinhos.

No Episódio Trip Takes a Stand, o vilão Ransik tira da prisão do tempo o monstro Notacon, para que ele pudesse ser o próximo a atacar os Rangers. Só que, infelizmente, ele esqueceu de combinar isso com o mutante, que simplesmente não quer saber de briga. Mas isso não impede que o Quantum Ranger queira atacá-lo. O motivo? Ele é um mutante feio, e mutantes feios SÓ PODEM ser maus né? E mesmo depois de Trip (o Ranger Verde) descobrir que Notacon é inofensivo e só estava na prisão porque foi pego roubando comida para que seus filhos não morressem de fome, o Quantum Ranger continua querendo matar o monstro – chegando a inclusive atacar seus companheiros Rangers, que não queriam uma briga sem motivo. Tudo acaba ficando bem, e tanto Trip como Notacon terminam o episódio vivos, mas o Quantum Ranger aprende uma lição preciosa sobre racismo, preconceito e não julgar as pessoas pelas aparências? Não. E ele ainda diz que na próxima vez que o grupo defender um mutante ele não vai ser tão bonzinho, provando que ele podia muito bem estrear um spin-off chamado Might Morphin KKK Rangers.

Zordon raptou um monte de crianças na véspera de Natal

Não tem como falar dos piores momentos de Power Rangers sem citar Alpha’s Magical Christmas. Esse episódio especial de Natal possui um plot bobinho mas, até então, compreensível: Alpha (o robô ajudante dos Power Rangers) está se sentindo solitário na noite de Natal porque os Rangers estão fora da base fazendo outras coisas. Até aí, tudo OK. Então, Zordon resolve transportar uma série de pinheiros para dentro do Centro de Comando para que Alpha se sinta num clima mais natalino – o que é bem nobre – e então teletransporta também um monte de crianças para fazer companhia ao robô – o que é COMPLETAMENTE DOENTE. E não adianta falar “ah, vai que são crianças de rua que não tem onde passar o Natal” porque, ao fim do episódio, Zordon fala para Alpha que é para ele se despedir das crianças, porque elas precisam voltar para suas famílias. Então é isso: uma cabeça gigante sequestrando crianças para satisfazer os desejos de um robô, esperando que todas elas fiquem felizes e contentes e cantantes. Já vi filmes de terror menos macabros do que isso.

Quando Rita Repulsa drogou Lord Zedd

Lembra de quando a Rita Repulsa se casou com o Lord Zedd para juntar forças e lutar contra os Power Rangers? Então, mas vocês lembram que isso não foi uma relação totalmente consensual?

Para casa com Zedd, a Rita usou uma “poção do amor” que, no fim, funcionava tipo um “Boa Noite Cinderela”: Zedd iria cair num sono profundo, ficando bem grogue mesmo quando acordado, concordando com qualquer coisa que ela dissesse – e assim o casamento foi consumado. Power Rangers, desde sempre ensinando que o melhor jeito de arranjar um casamento é drogando alguém que não concorde de imediato em se casar com você.

Quando dois Rangers brigaram por causa de uma garota que nem tava afim deles

Em Power Rangers Ninja Storm, temos mais um dos vários episódios da série em que os Rangers teem suas mentes controladas. Mas, no episódio I Love Lothor, eles se superaram. Enquanto o grande vilão da série, Lothor, estava ocupado sendo a estrela de uma sitcom e fazendo com que todas as adolescentes da cidade – que tinham idade para ser filha dele – ficassem morrendo de amores por ele, uma outra magia fez com que Blake (o Ranger do Trovão Azul-Marinho) e Cam (o Ranger Samurai Verde) ficassem caidinhos por Tori (a Ranger do Vento Azul).

Lógico, Tori não queria nada com nenhum dos dois, e eles passaram o episódio competindo pela atenção da moça – chegando até às vias de fato. E, mesmo que Tori fique o tempo todo falando que não quer nada com nenhum dos dois, isso não muda em nada a conduta de ambos – afinal, o “amor” perdoa tudo, até mesmo perseguidores que não acreditam em consentimento, não é verdade? E fica ainda pior quando descobrimos que Blake já tinha uma queda por Tori antes mesmo de entrar sob efeito da magia, então não dá nem pra colocar a culpa nas “drogas”. Um ótimo exemplo para as crianças, sem dúvida.

Quando o Ranger Vermelho usou um bebê como arma

Power Rangers RPM já é considerado por muitos como a série de Power Rangers mais “sombria”, mas as coisas passam um pouco do limite no episódio Ranger Red. Ele começa com os Rangers Vermelho e Verde encontrando uma mulher sendo atacada no parque por um grupo de Grinders (monstros equivalentes aos bonecos de massa da primeira série). A mulher levava um bebê para passear pelo parque em um carrinho e, ao vê-la gritando e o bebê chorando, o Ranger Vermelho não pensa duas vezes e corre para ajudá-los, tendo a brilhante ideia de usar o carrinho para bater nos monstros – com o bebê ainda dentro. E não é só uma trombadinha de nada: o Ranger utiliza o carrinho de todas as maneiras possíveis, naquelas lutas cheias de acrobacia só possíveis num episódio de Power Rangers. O bebê- aparentemente – passa bem depois de tudo, mas que belo protetor da humanidade esse Ranger hein?

Zordon

Depois de centenas de episódios, a saga dos Power Rangers deveria chegar ao fim – ou, ao menos, esse era o intuito dos dois últimos episódios de Power Rangers in Space. Nesse episódio, os Rangers precisam lutar contra a Aliança do Mal, uma organização composta por, literalmente, todos os vilões de todas as sagas de Power Rangers que existiam até então.

Como a Aliança era muito poderosa até mesmo para os Rangers, Andros – o Ranger Vermelho – se vê obrigado a quebrar o tubo de Zordon e matar o próprio mentor para salvar o universo. Essa eutanásia – já que é o próprio Zordon que pede para ser morto – acaba espalhando uma onda de poder por toda a galáxia, transformando os vilões em pó ou executivos de grandes empresas e acabando de uma vez com a ameaça alienígena.

Mas fica a pergunta: se o sacrifício de Zordon sempre foi algo que poderia acabar de uma vez com todo o mal da galáxia, por que ele insistia em ficar colocando adolescentes em perigo e forçando-os a batalhar contra monstros cujo único objetivo era matá-los? Se formos pensar bem, esse egoísmo de Zordon faz dele o maior vilão de toda a série fácil, fácil.

Tudo que acontece em Power /Rangers

Apesar de algumas pessoas considerarem Power Rangers meio violento, ele é um programa para crianças. Já Power /Rangers, definitivamente, não. O fan film do diretor Adi Shankar traz um universo novo para os Rangers, o que inclui o uso de drogas, sexo e lutas cheias de sangue. Definitivamente, esse não é um filme feito para crianças.

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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