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6 tramas clássicas de filmes de terror que aconteceram de verdade

 

Um dos motivos das pessoas amarem filmes de terror é pelo fato deles passarem bem longe da realidade. Um assassino imortal de adolescentes que usa uma máscara de hóquei, fantasmas, vampiros, lobisomens e outras criaturas e fenômenos sobrenaturais fazem parte da maioria das histórias. Mas, e quando essas coisas absurdas começam a acontecer no mundo real? Aí começamos a ter um problema….

O culto ao Deus Da Morte

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Cultos secretos ao Deus da Morte é um tema que vive em nossas mentes desde de que H.P. Lovecraft nos presentou com suas histórias sobre Cthulhu. Mas essas histórias passarão a nos aterrorizar ainda mais ao descobrirmos que um culto desse tipo realmente existe. E, claro, parafraseando Robert Rodriguez, isso só podia ser coisa do México.

Falo aqui de Santa Muerte, a patrona do tráfico de drogas. Sem brincadeira. Como podemos imaginar, a Santa Morte é o resultado de um país que mistura sua enorme devoção à religião católica com cartéis de drogas cada vez mais fortes e influentes. A Santa, represantada por um esqueleto trajando as vestes típicas de Nossa Senhora, foi adotada pelos traficantes e criminosos do país como a padroeira de suas atividades, alguém a quem rezar quando o pedido a ser feito for contra tudo aquilo que Jesus pregou. E, apesar da Igreja já ter se manifestado que não considera a entidade como santa e que qualquer culto à ela é uma blasfêmia punível até mesmo com a excomungação, isso não impede que Santa Morte ganhe mais adeptos a cada dia.

Segundo a tradição, a Santa Morte irá atender até mesmo aquelas preces que quebrassem os próprios 10 mandamentos, mas exigirá um sacrifício em troca – uma clara mistura da tradição católica de rezar a santos intercessores com a cultura azteca dos povos nativos do México. Esses sacrifícios podem ser simples oferendas, como uma moeda, um rosário ou uma dose de tequila, mas alguns pedidos podem exigir o sacrifício de algum animal ou, até mesmo, um sacrifício humano. É cada vez mais comum a polícia encontrar covas rasas com imagens da Santa espalhadas ao redor, ou até mesmo verdadeiros altares da divindade em lugares ermos, onde rola até mesmo o sacrifício de crianças, e tudo o que pode ser encontrado são as cabeças, o coração ou a pele do morto repousando calmamente nos braços da Morte.

O jornalista criminal criminoso

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A ideia do escritor que escreve sobre crimes reais não é nova, e é bem usada na ficção em séries como Castle, mas a ideia de que alguém comete um crime apenas para escrever sobre eles e ganhar notoriedade é algo digno de filmes de terror. Mas não na Macedônia: em 2008, um serial killer começou a agir no pequeno país do leste europeu, matando idosas usando um fio de telefone para enforcá-las. E quem se aproveitou disso foi o jornalista Vlado Taneski, que se tornou uma espécie de celebridade pela velocidade e apuração com que conseguia cobrir a onda de crimes, ganhando vários prêmios de excelência em jornalismo por seu trabalho. Só que a polícia começou a desconfiar que as informações do repórter eram rápidas e acuradas demais e, assim, passou a investigá-lo. Não demorou muito para descobrirem que todas as vítimas tinham algo em comum: eram amigas da mãe do jornalista. Um teste de DNA logo confirmou que Taneski era o próprio assassino, e utilizou-se de sua visão “única” dos crimes para fazer fama e dinheiro nos jornais do país. Taneski foi preso e logo condenado, mas acabou não cumprindo a sentença porque foi achado morto em sua cela. Segundo o policial responsável, ele se “afogou sozinho” num balde d’água. Aham, sei.

O fantasma que ajuda a desvendar a própria morte

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Histórias de fantasmas sempre pareceram coisas absurdas, mas será que eles podem ser reais? Umas dessas histórias aconteceu em 2002, na Inglaterra, com Christopher Chandler, um motorista que perdeu o controle do carro na estrada de Surrey e acabou caindo numa vala e morrendo. Não houve nenhuma testemunha do acidente, e nem havia qualquer sinal na estrada de que algo havia acontecido por ali. A única pista que a família tinha de que alguma coisa estava errada foi uma ligação para o irmão de Christopher, feito do celular da própria vítima, que caiu assim que foi atendida. O fato é que essa ligação foi feita horas depois do acidente, quando Chistopher já estava morto.

Mas essa não foi a única ocorrência bizarra. Ninguém havia descoberto o tal acidente – ou seja, Christopher ainda era dado como desaparecido –  até cinco meses depois, quando alguns motoristas ligaram para a polícia avisando que haviam visto um carro saindo da pista naquele mesmo trecho da estrada. Quando a equipe de resgate chegou ao local não achou nenhum sinal de acidentes por ali, até que um deles avistou um carro dentro da vala, escondido da estrada pelo mato do local. A equipe então se aproximou do veículo esperando encontrar um acidente recente e, talvez, um motorista ainda vivo, mas tudo o que acharam foi um esqueleto indicando que aquele acidente havia ocorrido meses antes das ligações que os avisaram. Considerando o fato de que as pessoas não costumam esperar cinco meses para avisar o resgate de um acidente na rodovia, provavelmente tivemos uma ajudinha do sobrenatural nessa história.

O ataque dos pássaros malditos

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Um dos grandes clássicos de Alfred Hitchcock, Os Pássaros conta a história de uma cidade que, sem motivo aparente, foi violentamente atacada por um bando de pássaros. Só que, por mais absurdo que seja, isso realmente aconteceu. Em 1961, ou seja, dois anos depois da estreia do filme nos cinemas, a área de Monterey Bay, na California, sentiu a trama de Hitchcock na pele. Sem nenhuma razão aparente, pássaros de todas as espécies – principalmente gaivotas – passaram a atacar a cidade e seus habitantes, efetuando rasantes suicidas em casas, carros e qualquer pessoa desavisada que estivesse na rua, usando bicos e garras para causar o maior estrago possível enquanto cobriam a cidade com uma massa branca de cocô. E, assim como começou, o estranho ataque também chegou ao fim sem nenhuma explicação aparente – e causou a morte de praticamente todas as aves da região, afetando de maneira alarmante o equilíbrio do ecossistema.

O ataque ficou 50 anos sem explicação até que, em 2001, um grupo de pesquisadores levantou uma teoria de que algumas algas tóxicas, formadas por conta do esgoto que era jogado ao mar, acabaram sendo engolidas pelos pássaros na alimentação e mexendo com os cérebros deles. E, ainda que todos considerem essa explicação algo lógico, “algas tóxicas que tornam pássaros em assassinos sanguinários” continuam sendo uma boa trama para um filme de terror.

Tortinhas canibais

Todo mundo conhece a história do Sweeney Todd, o barbeiro que matava seus inimigos e transformava os corpos em recheio para tortas. Acontece que a história do barbeiro da Rua Fleet aconteceu de verdade aqui mesmo no Brasil. O caso é bem recente e foi descoberto em 2012, na cidade de Garanhuns, no interior de Pernambuco. Jorge Beltrão era um cara diferente da sociedade: além de ter uma relacionamento polígamo, possuindo duas esposas, armou com elas uma espécie de “culto” em que matavam e se alimentavam de jovens, com o intuito de “purificá-las” para que pudessem “entrar no reino dos céus”. Mas, como o corpo humano tem carne suficiente para mais de três pessoas se alimentarem, eles faziam tortinhas e empanadas com aquilo que não consumiam, vendendo para escolas, igrejas e hospitais – tornando, virtualmente, toda a população da cidade em canibais. A primeira vítima do trio foi uma jovem em 2008 onde, não contente em matar e comer a moça, ainda sequestraram a filha da vítima e a mantiveram em cativeiro. Usando como filha, eles atraíam para a casa jovens atrás de um emprego como babá e as assassinava. A operação só foi descoberta em 2012, quando a polícia investigou o uso do cartão de crédito de uma mulher dada como desaparecida. Foi a própria “filha” – a menina raptada – que indicou para a polícia onde eles enterravam o resto dos corpos, no quintal dos fundos da casa. E você achando que a pior coisa que poderia acontecer ao seu estômago era comer um pastel de carne de rato do chinês da esquina…

O ventríloquo assassino

Desde o sucesso de filmes como Boneco Assassino e O Mestre dos Brinquedos, aqueles simples bonecos de plástico, de repente, passaram a parecer cada vez mais assustadores. E, mesmo nesse nível, pouca coisa é tão assustadora quanto um ventríloquo e seu boneco – e, provavelmente, é para evitar que os filmes sejam considerados como +18 que o Ventríloquo nunca apareceu em nenhum filme do Batman. Mas, lógico, o mundo real já teve o seu “ventríloquo assassino”.

Ronald Brown era um bom homem cristão de meia idade que, junta com seu boneco Marty, alertavam as crianças sobre os perigos do mundo longe da Palavra do Senhor. Apesar de ser um ventríloquo horroroso e sem talento (era possível perceber ele mexendo a boca durante toda a apresentação), Brown teve durante anos o seu próprio programa infantil na Christian Television Network. Então, qual não foi a surpresa da paróquia ao descobrir que, em 2012, Brown estava sendo preso por pedofilia, com a polícia encontrando em seu poder pornografia infantil suficiente para encher um hangar de aviões. Mas não apenas isso: cansado de apenas se masturbar para crianças, Brown estava com uma nova ideia de matá-las, cozinhá-las e se alimentar delas, já tendo inclusive um “diagrama de carnes”, um desenho que mostrava a fisionomia de uma criança e os possíveis cortes provenientes dela, assim como vemos o diagrama de um boi em qualquer açougue. E, não fosse o bastante, ainda descobriram que Brown era membro de um fórum online de pessoas que tinham fetiches por comer (no sentido de se alimentar mesmo) bebês. É tão bom quando descobrimos as pessoas certas para pregar o amor de Deus né?

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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