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5 coisas que você precisa saber sobre a estreia de Jessica Jones

20 de novembro. A tão aguardada estreia da série Jessica Jones está logo aí, batendo à porta. Vista inicialmente com uma espécie de desdém por aqueles que não conheciam a personagem, a série acabou ganhando uma série de expectativas totalmente novas após o sucesso de Demolidor, a primeira de uma série de parcerias da Marvel com a Netflix. E, como a segunda série da lista, Jessica Jones tem a difícil missão de provar que o sucesso de Demolidor não foi pura sorte e que a Marvel tem, sim, força para manter no serviço de streaming a mesma força que possui nos cinemas. Mas não espere um “Demolidor de saias”: não só a personagem, mas a própria série Jessica Jones deverá se mostrar bem diferente da do Demônio de Hell’s Kitchen. Assim, separamos aqui 10 coisas que vocês poderão esperar da série que estreia amanhã:

A série será bastante influenciada pela série de quadrinhos Alias

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Em 2001, Brian Michael Bendis, um dos mais conceituados e respeitados quadrinistas do mundo, recebeu a missão de criar Alias, a primeira revista a ser impressa sob o selo Marvel MAX. Ao contrário das histórias do selo Marvel, o selo MAX seria voltado para uma audiência bem específica, com a intenção de produzir um conteúdo sem nenhum tipo de censura – muitas vezes mostrando cenas explícitas de sexo, violência e consumo de drogas – para os leitores Marvel que gostariam de histórias mais maduras. Bendis havia pensado primeiro em utilizar Jessica Drew (a Mulher-Aranha) como personagem principal dessas histórias, mas no fim acabou decidindo por criar sua própria personagem, nascendo assim Jessica Jones. Bendis criou Jessica como uma heroína que se cansou do mundo e que agora descola uma grana trabalhando como detetive particular. Ao invés de ser uma guerreira combativa, Jessica vive fugindo de seu próprio passado, mas sempre acaba se vendo arrastada de volta para o mundo que ela se esforça em deixar para trás. A história desses eventos do passado de Jessica nos são contadas através de flashbacks da personagem ao longo de toda a série de revistas. E a série da Netflix não deve fugir dessa linha. Melissa Rosenberg, a showrunner de Jessica Jones, vive a todo momento falando de seu amor por Alias, dizendo a qualquer repórter o quanto a série de quadrinhos impactou o seu trabalho na série para a Netflix, como é possível ver nessa fala da moça durante o tour da Television Critics Association que aconteceu em Julho: “Tudo começou com Alias de Brian Michael Bendis. Ele conseguiu criar esse personagem quebrado, falho, e interessantíssimo. Independente do gênero, foi o personagem em si que me cativou. Ele não teve medo de ir a fundo na história e nós fomos ainda mais fundo em nossa narrativa para a série.” Vale lembrar também que nos quadrinhos de Alias, a decisão de Jessica se aposentar de uma vida como super-heroína é resultado direto de oito meses de tortura sob controle do vilão Zebediah Killgrave, mais conhecido como o Homem-Púrpura. Um antigo espião com habilidade de controlar os pensamentos e ações de qualquer pessoa, o Homem-Púrpura transformou Jones em sua bonequinha particular – deixando-a um caco emocional e com um caso extremo de Síndrome de Stress Pós-Traumático. Os quadrinhos começam algum tempo depois desses acontecimentos, e tudo indica que a série da Netflix irá seguir o mesmo rumo. Então, por essas falas,  e pelo que nos foi mostrados nos trailers, podemos esperar um mundo ainda mais sombrio do que aquele que vimos em Demolidor.

A showrunner da série tem um curriculum bem…interessante

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Melissa Rosenberg já está há um tempo batalhando por essa série. A moça segue como showrruner desde a primeira tentativa de tirar Jessica Jones do papel, feita em 2010 com a ABC, até finalmente conseguir uma casa para seu projeto na Netflix. Mas, para alguém responsável por uma série tão dark quanto a que nos está sendo vendida, o curriculum recente dela não passa confiança: ela foi a responsável pelos roteiros de Ela Dança, Eu Danço e dos filmes da Saga Crepúsculo. Ou seja, nada impressionante. Mas são os trabalhos anteriores dela que a credenciam: Rosenberg já foi indicada ao Emmy por seu trabalho como roteirista e produtora executiva da série Dexter. E, na Netflix, ela pode fazer aflorar todo o seu “lado negro” sem pudor nenhum, ao contrário das concessões que ela certamente teria que fazer em seu primeiro projeto com a ABC.

Kristen Ritter é uma estrela em ascensão…

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Ritter não é nenhuma novata no mundo da TV, tendo aparecido em séries como Breaking Bad e Veronica Mars, e já até estrelou sua própria sitcom de relativo sucesso (Don’t Trust the B—- in Apartment 23), mas ela ainda não teve nenhuma chance realmente de “estourar” na carreira. E, no papel de Jessica Jones, parece ser a grande chance de “agora ou nunca” que a atriz precisava. Ritter derrubou uma competição ferrenha pelo papel, disputando com atrizes como Alexandra Daddario, Marin Ireland, Jessica De Gouw e Teresa Palmer, todas com bem mais contatos em Hollywood do que ela. Além disso, as declarações da atriz faz com que esperemos nada além de uma grande performance da moça, que diz ter se viciado nos quadrinhos de Jessica Jones assim que começou a estudar para o papel, e que podemos esperar uma “heroína badass, um personagem feminino diferente de tudo o que já vimos antes.” Eu não espero menos dela.

…e terá um ótimo elenco de apoio

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Além de Jessica Jones, outro herói que terá um papel importante na série será o Luke Cage de Mike Colter (escolhido justamente pela boa química apresentada nos testes com Ritter), que será introduzido na série que estreia amanhã antes de ganhar o seu próprio show no ano que vem. Mas não é só o ator (mais conhecido por seu papel em The Good Wife) que terá participação importante no seriado. Não podemos esquecer também de David Tennant (conhecido mundialmente por ter sido durante anos o protagonista de Doctor Who) no papel do Homem-Púrpura, Rachel Taylor (Grey’s Anatomy) como Trish “Patsy” Walker, uma radialista que deverá fazer a função de “amiga-confidente” de Jessica, e Carrie-Anne Moss (a Trinity da trilogia Matrix) como Jery Hogarth, uma advogada que acaba tornando-se gerente do negócio de “Heróis de Aluguel” de Luke Cage. Esses quatro nomes mais Ritter já fazem de Jessica Jones um dos melhores elencos de séries de TV da atualidade.

Espere algo totalmente diferente de Demolidor

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Não podemos negar que foi o incrível sucesso de Demolidor que pavimentou o caminhou para que Jessica Jones tivesse uma estreia tão cheia de expectativa. Mas ainda que a narrativa de Jessica se passe na mesma cidade – e até no mesmo bairro – onde opera nosso Homem Sem Medo, o tom de ambas será totalmente diferente. Enquanto Demolidor foi pensado primeiramente como uma série criminal, Jessica Jones será muito mais uma espécie de terror psicológico. Claro, a série terá sim a sua carga de ação como já vimos no trailer – afinal, é baseada numa história em quadrinhos de uma personagem que tem super-força e pode voar – mas, ao contrário do Demolidor, Jessica não irá sair pela noite patrulhando a cidade e batendo em criminosos como estilo de vida. Mas a série irá compensar essa falta de “vigilantismo mascarado” com um interessante estudo de um personagem que precisa lidar com as consequências de ter escolhido uma vida de super-herói. Como já vimos, Jones sofre de um grave caso de Stress Pós-Traumático e, para azar dela, parece que ainda está longe de atingir o fundo do poço.

E vocês, o que esperam dessa nova série? Deixem aqui seus comentários.

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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