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18 histórias verdadeiras que inspiraram American Horror History

As tramas de American Horror Story costumam ser tão macabras que parecem só encontrar equivalência na mente dos produtores Ryan Murphy e Brad Falchuk. Mas, não é bem assim. Além de referências a várias outras produções de diferentes gêneros de terror, o seriado ainda busca inspiração em casos reais que encheram de sangue os noticiários. Abaixo nós listamos os principais crimes reais que serviram de inspiração para o show:

O Bebê de Lindenbergh

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Em Murder House, a morte do filho do casal Montgomery, Thadeus, deu início a onda de horrores presenciados dentro da mansão da família. Acontece que em 1932 o bebê do aviador Charles Lindenberg foi sequestrado de dentro da própria casa dos pais e desapareceu, gerando grande comoção. Dois meses depois o corpo do bebê foi encontrado com uma fratura no crânio. Responsabilizado pela morte da criança, Richard Hauptmann foi sentenciado à cadeira elétrica em 1936.

Richard Speck

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Em 1966, Richard Speck invadiu uma república de estudantes de enfermagem, onde fez oito vítimas. As mulheres primeiramente eram presas e depois mortas a facadas ou por estrangulamento, sendo posteriormente violentadas. O caso serviu de inspiração para a morte das duas estudantes de enfermagem dos anos 60 na primeira temporada da série.

Massacre de Columbine
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Em 1999 dois adolescentes entraram armados e vestindo preto no Columbine High School e mataram 12 colegas além de dois professores.  A dupla se matou logo após o massacre. O caso serviu de inspiração para a personagem Tate (Evan Peters) da primeira temporada. Tate chega inclusive a perguntar a uma garota se ela acreditava em Deus antes de atirar, a mesma pergunta que um dos garotos de Columbine fez a uma de suas vítimas.

A Dália Negra
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Elizabeth Short sonhava em ser uma atriz na década de 40, o que a levou a se mudar para Hollywood. Mas, infelizmente, a jovem de 22 anos acabou ficando famosa por um outro motivo. Em 1947 seu corpo foi encontrado largado em um terreno, mutilado. O belo rosto da jovem foi cortado, formando um macabro sorriso. Os jornais a apelidaram postumamente de Dália Negra. Interpretada por Mena Suvari, Elizabeth faz uma rápida aparição na primeira temporada da série. Enquanto na vida real seu assassino nunca foi identificado, na série membros vivos e mortos da Mansão Montgomery tomaram parte no crime.

O Caso Hill

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Em 1961 o casal Barney e Betty viviam juntos em Pourtsmouth quando alegaram terem sido contatados por alienígenas. O caso serviu de inspiração para a história de Kitt (Evan Peters) e Alma (Britne Oldford) em Asylum.  Além disso, Barney e Betty também formavam um casal interracial, isso em meio às lutas dos negros norte-americanos por direitos civis.

Nellie Bly
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Nellie era jornalista quando decidiu fingir sofrer de transtornos mentais para ser internada em um Asilo para mulheres na Ilha Blackwell. As situações vivenciadas por Nellie eram dignas de um filme de terror e foram relatadas ao jornal New York World, gerando uma ampla discussão sobre abusos e violências despendidas a pacientes em instituições de saúde. Os textos de Nellie, uma das veteranas do jornalismo investigativo, foram compilados no livro Teen days in a Mad House, lançado em 1987. Apesar de não ser homossexual assim como Lana Winters, personagem de Sarah Paulson em Asylum, a história lhe serviu de inspiração. Além disso, o “tratamento” a que Lana foi submetida era comumente dispensado a pacientes homossexuais que, segundo os psiquiatras, deveriam ser convertidos. Pode parecer absurdo, mas até poucos anos atrás a homossexualidade constava como um dos muitos distúrbios psicológicos presentes no DSM, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Ed Gein
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Ed Gein é sem dúvida um dos assassinos mais conhecidos dos Estados Unidos. Apesar de não se enquadrar na descrição de serial killer, uma vez que foi responsabilizado pela morte de apenas duas pessoas (mesmo sendo suspeito do desaparecimento de outras 5), Gein ganhou notoriedade pelo seu gosto por usar pele humana na confecção de máscaras e objetos do dia-a-dia como abajures e puxadores de janelas. Gein costumava exumar corpos de senhoras de meia idade que se pareciam com sua mãe, morta em 1945. O maníaco chegou a fazer uma fantasia de mulher através de restos de corpos humanos.

Gein inspirou uma série de assassinos da ficção, entre os mais famosos o Leather Face de O Massacre da Serra Elétrica, Norman Bates de Psicose e o Bufallo Bill de O Silêncio dos Inocentes. Também é a história por trás da personagem Bloody Face (Zachary Quinto) na segunda temporada de AHS.

Anne Frank
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Anne Frank era ainda uma menina judia quando teve que fugir com a família da Alemanha Nazista. Por dois anos a família viveu escondida em Amsterdã, sendo traída e levada a um campo de concentração. Anne morreu com apenas 15 anos de idade, em 1945, mas todos os horrores sofridos desde a fuga da Alemanha até sua morte foram registrados em um diário. O pai da garota, Otto Frank, conseguiu sobreviver ao Holocausto e publicou as memórias da filha em 1947.

Em Asylum, a personagem de Franka Potente afirma ser a garota, que sobreviveu e conseguiu fugir para a América.

Lizzie Borden
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Lizzie foi acusada de matar toda a família a machadas em 1892. Apesar de ter sido inocentada, anos depois continua como a principal suspeita. Sua história inspirou a personagem Grace Bertrand em Asylum. Curiosamente, a atriz que interpretou Grace tem o mesmo primeiro nome da personagem da história original, Lizzie Brocheré.

Josef Mengele

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Mengele é um dos mais famosos médicos nazistas da história. Ele conduzia experiências desumanas com os internos de Auschwitz. Após a guerra, o médico fugiu para a América Latina, passando parte da sua vida na Argentina e também no Brasil. Morreu afogado no litoral de Bertioga, em 1979. Somente após a morte sua real identidade foi descoberta.

Em Asylum, o dr. Arthur Arden (James Cromwell) também não era quem dizia ser. Seu nome verdadeiro era Hans Gruper, que conduzia experimentos em campos nazistas na década de 40 e também tinha um gosto pela mutilação de mulheres (como viríamos a descobrir duas temporadas a frente em Freak Show).

Marie Delphine Lalaurie
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Katie Bates estreou em American Horror Story como a encarnação da sádica torturadora de escravos, Madame Lalaurie. O que pouca gente sabe é que Lalaurie de fato existiu, e seu porão de horrores é conhecido ainda hoje em Nova Orleans. Após um incêndio acometer a casa da família, as torturas e mutilações praticadas no local vieram à tona, e uma multidão enfurecida depredou o que restava do local.  Não se sabe ao certo qual foi o destino de Lalaurie e seu marido, e especula-se que eles tenham fugido de volta para a França, de onde haviam chegado anos antes.

Marie Lauveau
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Outra que estreou na pele de uma personagem real foi Angela Basset, que interpretou a Rainha do Vodu, Marie Lauveau, em Coven. Marie era uma cabeleireira da alta sociedade de Nova Orleans e também uma famosa praticante de vodu. Apesar de ter morrido em 1881, dizem que sua figura é avistada até hoje na região em que viveu, isso devido a sua suposta imortalidade. Seu túmulo é ponto de peregrinação.

Apesar de serem contemporâneas, não existem registros de rivalidade entre Laveau e Lalaurie, diferente do que é mostrado na série.

O Assassino do Machado
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Entre 1912 e 1919, o Assassino do Machado aterrorizou as ruas de Nova Orleans, deixando oito vítimas, todas mortas a machadadas. Supostamente o maníaco teria enviado uma carta aos jornais dizendo que iria poupar aqueles que tocassem jazz em suas casas durante a noite. Na vida real, o assassino nunca foi identificado, mas na série as bruxas da Acadêmia para Excepcionais Jovens Garotas da Madame Robichaux decidiram dar um basta em seu reino de terror, prendendo seu espírito para sempre na mansão da Acadêmia.

Grady Stilles

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Grady Stilles vinha de uma longa geração de pessoas que sofriam de ectodractilia, uma má formação nas mãos que lhe garantiu o apelido de “Menino Lagosta”. Durante sua vida, Stilles trabalhou como artista em um circo de aberrações e também desenvolveu sérias tendências à violência e ao alcoolismo. Mas, diferente de Jimmy Darling, personagem de Evan Peters em Freak Show, o destino não foi lá muito feliz para Stilles. Cansados dos abusos sofridos, a esposa e o filho de Grady contrataram um matador para dar cabo de sua vida.

John Wayne Gacy

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O assassino em série John Wayne Gacy foi responsabilizado pela morte de 29 garotos no estado de Illinois. John trabalhava como palhaço, o que lhe garantiu o apelido de “Palhaço Assassino”. Foi executado por uma injeção letal em 1999. Além de servir de inspiração para a personagem de IT, romance de Stephen King, Gacy também foi a base da personagem Twisty, o assassino deformado de Freak Show. Murphy deve gostar bastante dessa história, uma vez que o próprio Gacy deverá fazer uma aparição especial no episódio de Halloween da quinta temporada – Hotel.

Edward Mordrake
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Mordrake era o herdeiro de um patriado na Inglaterra do século XIX. Um ótimo músico e educado fidalgo, Mordrake seria considerado um rapaz atraente não fosse pelo rosto flácido em sua nuca. Acontece que Mordrake sofria de um raro caso de policefalia, o que causou o desenvolvimento de um segundo rosto em sua nuca. Apesar de não possuir consciência, alguns relatos dizem que a face adicional era capaz de rir ou chorar. Além disso, segundo o próprio Mordrake, o rosto que ele considerava demoníaco lhe sussurrava coisas terríveis.

Incapaz de se livrar da face demoníaca, uma vez que uma cirurgia poderia levá-lo a morte, Mordrake suicidou-se com apenas 23 anos. Em sua carta de despedida, pedia que o rosto extra fosse removido e queimado antes do enterro. Temia que o tal “demônio” pudesse persegui-lo na vida após a morte.

Em Freaky Show, Wes Bentley deu vida ao espírito de Mordrake no episódio de Halloween.

Aileen Wuornos

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Aileen ficou imortalizada através do filme Monster, lançado em 2001, produção que garantiu o Oscar de melhor atriz a Charlize Theron. Acontece que Wuornos foi uma assassina real, que matou ao menos 5 homens entre 1989 e 1991. Segundo ela, as vítimas a teriam estuprado quando ela trabalhava como prostituta.

Dessa vez será Lily Rabe quem dará vida à personagem durante dois episódios de Hotel.

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Escrito por Vitor Moura

Vitor Moura

Geek, Gaymer, fanático por cinema e literatura. Recentemente mergulhou de cabeça no mundo das séries e não voltou mais. Não raro o verá trocando uma noite de balada por uma maratona de Netflix.

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