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16 fatos sobre Sherlock que você provavelmente nem fazia ideia

Qualquer fã de Conan Doyle concorda: Sherlock, da BBC, é a série definitiva sobre o detetive. Com Benedict Cumberbatch e Martin Freeman interpretando a dupla Holmes e Watson, a série britânica ganhou o mundo, possuindo um dos maiores e mais devotados fandoms de toda a TV. Mas, como é de se esperar do detetive, Sherlock possui várias curiosidades que não são reveladas ao grande público. Baseados na lista elaborada pelo The Telegraph, trazemos aqui 16 curiosidades sobre a série. E, tenho certeza, pelo menos uma delas será totalmente nova para você!

Tudo começou com um discurso

Em 2006, o já conhecido entusiasta de Sherlock Holmes Mark Gatiss foi convidado a comparecer no jantar anual da Sherlock Holme’s Society (“Sociedade Sherlock Holmes”, em tradução livre) que acontece no Parlamento Britânico. Gatiss levou um tal de Steven Moffat como convidado nesse jantar, e contou a todos que eles estavam se reunindo com a BBC para conversar sobre a possibilidade de “ressuscitar” o personagem de Arthur Conan Doyle para um especial de Natal da emissora. Mas Gatiss e a emissora ainda não haviam  conseguido chegar a um acordo, e enquanto ele “andava pelos infinitos corredores circulares do parlamento, tentando imaginar o que aqueles filisteus estavam tramando” acabou trombando com John Simpson, que havia acabado de retornar de Kabul. “Enquanto ele passava do meu lado,” Gatiss explica em seu blog, “eu o segurei pelo braço e sussurrei em seu ouvido: ‘vejo que você acabou de voltar do Afeganistão’.” Essa foi a semente de uma nova ideia, na qual ele e Moffat acabaram evoluindo para uma história de Sherlock ambientada nos dias atuais: “um jovem médico do exército, ferido durante o tempo que serviu no Afeganistão, retorna para casa apenas para se perceber completamente solitário em Londres,” começa a dizer para o grupo. “Com o dinheiro que tinha guardado se esgotando, ele acaba trombando com um antigo colega da faculdade que lhe diz que conhece um cara que está procurando por um colega de quarto. Ele alerta que esse cara é legal, mas um tanto esquisito…” No fim, Gatiss estava apresentando o projeto que ele e Moffat tinham para o público mais exigente possível – e foram aprovados.

Não existe estação de metrô abandonada em Sumatra Road

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O local escolhido para esconder o vagão de metrô cheio de bombas que explodiriam o Parlamento no primeiro episódio da terceira temporada (The Empty Hearse) fica na verdade em West Hampstead – beeeeem longe de Westminster – e também não é uma estação abandonada do sistema de metrô de Londres (apesar de existir uma bem perto dali, a de Bull & Bush). O local foi escolhido por Gatiss como referência a The Giant Rat of Sumatra, uma aventura de Holmes que foi mencionada (mas nunca propriamente escrita) por Conan Doyle no conto The Adventure of the Sussex Vampire. A equipe de Sherlock não conseguiu nenhuma réplica exata de um vagão de metrô da época em que a suposta estação teria sido abandonada, então tiveram que criar a própria réplica de um trem daquela época – ainda que as cenas externas mostrem que claramente é um vagão muito mais moderno do que aquele que o seriado quer nos fazer acreditar que seja.

Não foi todo mundo que gostou das cenas de nudez de Irene Adler

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A BBC garante ter recebido mais de 100 reclamações sobre a representação da parceira feminina de Sherlock interpretada pela atriz Lara Pulver – na série uma dominatrix que usa da nudez para seduzir o detetive em A Scandal in Belgravia. E alguns fãs mais puristas do detetive não gostaram muito disso. Esses fãs cansaram de argumentar em blogs pela internet que, do modo que Conan Doyle havia criado Irene Adler, ela era uma mulher extremamente honrada, que nunca se deixaria ser usada como um peão por Moriarty e, principalmente, nunca se apaixonaria por Holmes depois de mostrar a ele seu corpo nu. Já Moffat discorda das críticas feministas, conforme contou ao Guardian: “Na história original, a vitória de Adler sobre Holmes foi mudar-se de cidade e fugir junto com o marido. E isso está longe de ser uma vitória feminista.”

Holmes e Watson são ótimos lanchinhos

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Speedy’s Cafe, o pequeno bistrô frequentado pelos personagens na série, realmente existe e fica na Gower Street – perto do endereço que a BBC utiliza como sendo o apartamento dos personagens na 221b Baker Street. E, por conta do sucesso do seriado, os fãs que passam por lá podem saborear alguns lanches temáticos da série – especificamente o Sherlock wrap (frango, bacon, queijo cheddar, alface, pimenta, cebola roxa, pepino e chili – uma combinação “tão única quanto a personalidade de Sherlock”) ou o Watson wrap (vegetais refogados, espinafre, cebola, queijo brie e sour cream – “tão seguro e reconfortante quanto a personalidade de Watson”). O bistrô ainda garante que um lanche inspirado em Moriarty já está sendo desenvolvido.

Apesar dos esforços dos fãs, Sherlock não é gay

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Como demonstrado pelos beijos no primeiro episódio da terceira temporada (The Empty Hearse), Steven Moffat e Mark Gatiss gostam que brincar com toda o fuzuê gerado pela sexualidade ambígua de Sherlock. “Cada pessoa consegue projetar nele a sua própria sexualidade,” Benedict Cumberbatch disse em entrevista para o Telegraph quando perguntado certa vez sobre a sexualidade de Holmes. “Já tive até mesmo assexuados me parando na rua e me agradecendo por representá-los.” Mas, de acordo com Moffat, eles estão errados: “Não há nenhuma indicação nas histórias de Conan Doyle de que Holmes seja algo diferente de heterossexual,” disse em entrevista ao Guardian. Mas nenhuma dessas declarações é o suficiente para mudar a opinião dos fãs chineses do personagem, que já o adotaram como símbolo da causa gay. E existe uma vasta gama de trabalhos artísticos com esse tema no país: por exemplo, um livro de 39 capítulos dedicado às aventuras românticas do detetive com Watson, ou um vídeo super-popular que nada mais é do que uma montagem de cenas da série em que Sherlock e Watson (ou Curly Fu [curly referente ao cabelo enroladinho de Cumberbatch, enquanto fu e o diminutivo chinês para o nome Holmes]  e Peanut [amendoim, já que a tradução para chinês do nome de Martin Freeman é uma palavra que soa bem parecido ao equivalente chinês de amendoim] como são conhecidos na China) olham um para o outro ao som de uma música romântica de fundo. E, claro, não podemos esquecer aqui dos inevitáveis cenários de prática sadomasoquista entre os dois. Você poderia dizer que “ah, mas aí você está resumindo praticamente qualquer fan fiction sobre qualquer personagem existente”. Pode ser. Mas não podemos esquecer que, na China, escrever coisas desse tipo pode te levar diretamente para a prisão. E você aí, achando que tá arrasando na rebeldia porque não lavou a louça e saiu com a roupa sem passar.

Cumberbatch não é tão bom violinista quanto aparenta na tela

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No conto de Conan Doyle The Cardboard Box, é dito que Sherlock Holmes possui e toca um violino criado pelo próprio Antonio Stradivari (luthier italiano que viveu entre os séculos XV e XVI e é considerado com o melhor fabricante de violinos da história). Logicamente, não é o caso do Sherlock de Cumberbatch. A produção da série utiliza um violino diferente para cada temporada, todos alugados da Cardiff Violins – aliás, o website da loja contém um belo testemunho de um tal “Mr. John H. Watson”, agradecendo a equipe da loja por serem “extremamente pacientes” com seu amigo, dizendo que “ele os agradeceria pessoalmente, só que, bem, Sherlock não costuma fazer esse tipo de coisa”. De qualquer modo, para as cenas de Sherlock tocando violino que foram gravadas para a segunda temporada da série, Cumberbatch foi ensinado por Eos Chater (membro do conjunto de música erudita Bond) como “encenar” que está tocando o violino, fazendo o público achar que você é bem melhor do que realmente é. Apesar de todos os movimentos das cenas terem sido feitos pelo próprio ator, a música que escutamos no episódio foi na verdade tocada por Chater. Apesar disso, ela garantiu em um post em seu blog que Cumberbatch teria futuro como músico: “Benedict treinou durante apenas uma semana e já conseguiu tirar um som surpreendentemente bom do violino. Não tenho dúvidas de que seria um ótimo violinista caso resolvesse se dedicar ao ofício.”

Mas ele é um ótimo pegador de canetas

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Lembra daquela cena em The Blind Banker (segundo episódio da primeira temporada) em que Jonh joga uma caneta na direção de Sherlock, que a pega sem nem mesmo olhar para ela? Acredite ou não, Cumberbatch fez aquilo já no primeiro taketudo bem, ele usou um espelho para ver de onde a caneta estava vindo, mas isso não muda o fato de ser um feito e tanto. O problema é que o câmera não estava esperando que a cena fosse dar certo, e não foi rápido o suficiente na hora de ajustar o equipamento, o que obrigou Cumberbatch a fazer o movimento novamente.

Ele acertou na terceira tentativa.

Sherlock possui um mangá próprio no Japão

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Pra quem não é muito ligado nessas coisas, o Japão possui uma longa tradição de mangás e animes influenciados por Sherlock: temos o Young Miss Holmes (Jovem Senhorita Holmes, em tradução livre), um mangá sobre a sobrinha do detetive; Detective Hound (Cachorro Detetive, em tradução livre), uma série em anime criada pelo lendário Studio Ghibli; Detective Dog Sherlock (Cachorro Detetive Sherlock, em tradução livre), sobre um cachorro que é a reencarnação do famoso detetive (e que não tem nenhuma relação com o anime do Studio Ghibli); e o mais famoso deles talvez seja Detective Conan (Detetive Conan, em tradução livre), a história de um garoto detetive cuja última animação estreou nos cinemas com maior bilheteria do que 47 Ronins, filme de samurais estrelado por Keanu Reeves. Mas a série da BBC foi ainda mais longe, com adaptações fiéis (ou seja, estrelados pelo próprio Sherlock Holmes e sem nenhum monstro de tentáculos, robôs gigantes ou ninjas adolescentes em roupas de colegial) dos episódios A Study in Pink e The Blind Banker (os dois primeiros episódios da primeira temporada) na revista Young Ace. E, como mostra a imagem acima, até que Cumberbatch ficou bem em sua versão mangá!

Na Coréia do Sul, Sherlock é uma estrela da música pop

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O grupo SHINee, um dos mais famosos do K-Pop, prestou um tributo à série Sherlock com uma música de mesmo nome, lançada em 2012. O single possui um videoclipe cheio de referências (violinos, decoração vitoriana e um laptop “iWatson”, por exemplo), onde os cinco integrantes do grupo solucionam um roubo cometido por um fantasma.

O número 221b da Baker Street é bem diferente do mostrado na série

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O apartamento de 112m2 acima do Speedy’s Cafe para as filmagens externas da série (e que fica na verdade a mais de um quilômetro da verdadeira Baker Street) estava disponível para alugar há alguns anos atrás, por um preço razoável de £330 por semana (em torno de R$7200 reais por mês na cotação desse ano). A foto acima dá uma de como é o apartamento na vida real.

Sherlock não é um sociopata, mas pode ser autista

Em A Study In Pink (primeiro episódio da série), Anderson acaba chamando Sherlock de psicopata. “Pesquise direito, Anderson,” responde o personagem. “Eu sou um sociopata altamente funcional.” O que, de acordo com a psicóloga Maria Konnikova, está longe de ser verdade. Em um post para o iO9, ela argumenta que Sherlock é muito amável, empático e ciente de seus próprios defeitos para ser considerado um psicopata. Ao mesmo tempo, no final do ano passado, a National Austistic Society (Sociedade Nacional para o Autismo, em tradução livre) citou a mente focada num único objetivo, a inabilidade de entender certas regras de socialização (como o sarcasmo) e a memória fotográfica de Sherlock como evidências de que ele pode ser autista. Isso e, claro, o fato do próprio Watson ter dito isso sobre seu companheiro em O Cão dos Baskerville (livro escrito por Conan Doyle em 1902).

Os russos possuem seu próprio Sherlock

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Freud’s Method (Método Freudiano, em tradução livre), um drama criminal produzido pela Star Media (uma produtora de filmes e séries russa), é incrivelmente parecido com a série da BBC. O personagem principal é Roan Freydin, um “psicólogo e jogador profissional de poker” que trabalha como “consultor” da polícia, que é constantemente enfurecida pelos “métodos nada ortodoxos” do rapaz mas que, ao mesmo tempo, se impressiona com a habilidade que ele possui para solucionar crimes utilizando “psicologia forense” e “intuição”. E, como você pode ver, até a abertura da série é praticamente uma cópia daquela do seriado da BBC.

Matt Smith na verdade queria ser Watson

Uma semana antes de conseguir o papel como o 11º Doctor em Doctor Who, Matt Smith havia participados das audições para Watson na série Sherlock. O ator não foi nem considerado para o papel, já que Moffat achou ele “muito bobão” e que, com Smith, pareceria que haviam dois Sherlocks em cena. Já Martin Freeman, quando chegou para a audição, havia acabado de ter sua carteira roubada e estava de tão mal-humor que Moffat simplesmente assumiu que ele não estava interessado no papel. Uma semana depois (já num melhor estado de espírito) o ator conseguiu uma nova chance, ensaiou junto com Cumberbatch, e já saiu de lá com o papel assegurado.

Benedict Cumberbatch odeia o penteado de Sherlock

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Durante a sua preparação para assumir o papel do detetive, Cumberbatch faz várias sessões de yoga e natação para manter a forma esguia, além de ser proibido de beber e fumar durante todo o período das filmagens. Mas se tem algo que ele odeia mesmo é deixar o cabelo crescer. Segundo o ator contou ao The Times: “Eu não consigo imaginar nenhuma comparação engraçada ou mesmo inteligente, mas a única coisa que me vem a cabeça é que ele [o penteado] me faz ficar parecendo uma mulher.”

Sherlock e Mrs Hudson já se conheciam desde antes das filmagens

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Benedict Cumberbatch vive dizendo que Una Stubbs (atriz que interpreta Mrs Hudson, a dona do apartamento em que Sherlock mora) o trata como um filho nos bastidores. Mas ela tem um bom motivo para isso: Stubbs é amiga da mãe de Cumberbatch, Wanda Ventham, e era vizinha da família quando o rapaz ainda era um garotinho, as duas saindo sempre juntas para tomar chá ou conversar no parque. E, segundo Stubbs, Cumberbatch “sempre foi um menininho adorável”.

Os pais de Sherlock são…os pais de Sherlock

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Falando na infância de Cumberbatch, os pais do rapaz já chegaram a participar do série. Ambos apareceram em The Empty Hearse (primeiro episódio da terceira temporada), em que Wanda Ventham (mãe de Cumberbatch) interpretou a mãe de Sherlock, enquanto Timothy Carlton (pai de Cumberbatch) interpretou o pai de Holmes. Uma família simplesmente adorável!

E você, conhece mais alguma curiosidade sobre Sherlock? Deixe aí nos comentários!

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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