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10 séries que ignoraram as obras que as inspiraram

O cenário televisivo hoje está bastante propício para os escritores: qualquer série de livros que alcance um determinado sucesso acaba tendo meia dúzia de emissoras interessadas em criar uma adaptação para a TV. Mas ainda que para o escritor isso seja ótimo – não só aumenta seu rendimento como ainda ajuda a divulgar sua obra – para os leitores dessas obras isso nem sempre é uma boa ideia, já que essas adaptações costumam ignorar muitas das personagens e eventos dos livros. Então aqui veremos algumas séries que de certa forma ignoraram as obras em que foram baseadas.

Game of Thrones

Game of Thrones é com certeza uma das séries de maior sucesso da última década. E, por conta disso, os fãs mais fervorosos dos livros não se cansam de, a cada novo episódio da série, gritar a plenos pulmões: “ISSO NÃO É ASSIM NO LIVROOOO!!!!”

Mas mesmo que algumas mudanças sejam meio obrigatórias ao se adaptar uma obra pra TV – tipo dar uma envelhecida nos personagens, já que nos livros o mais velhos dos filhos de Ned Stark tem cerca de 16 anos – dá pra entender o porquê de tanto alarde: a série mudou sim bastante coisa dos livros. No começo foram mudanças pequenas, que não faziam mal nenhum, mas conforme foi avançando as diferenças foram se tornando cada vez maiores, como personagens que morrem no livro mas continuam vivos na série, personagens importantes no livro que nem aparecem na série, ou até mesmo a mudança total de algumas tramas. E, agora que a série ultrapassou o livro de vez, podemos esperar que ela se distancie cada vez mais da história que lhe deu origem. O laod bom disso: os fãs dos livros podem curtir sem medo a série da HBO, já que ela aos poucos deixou de se tornar uma adaptação para se transformar numa nova história que apenas utiliza os mesmos personagens e o mesmo cenário.

Man in the High Castle

Uma série baseada num clássico de Phillip K. Dick não poderia ser ruim né? Man in The High Castle é uma das melhores séries exclusivas da Amazon, mas isso não quer dizer que seja uma adaptação fiel do livro – até porque fazer algo assim seria quase impossível. Isso de acordo com o próprio diretor da série, Ridley Scott, em entrevista para a Entertainment Weekly: “[Man in the High Castle] é um livro dificílimo de se adaptar. Tipo, nas primeiras 20 páginas você já encontra 19 tramas diferentes. Não dá pra fazer uma adaptação fiel disso.” Por isso, ele decidiu foca a série em apenas uma cidade (Nova York), e foi necessário criar alguns personagens  nazistas – que não existem no livro – para que o espectador possa enxergar melhor quem são os antagonistas da história.

Pretty Little Liars

Dá pra entender o tremendo sucesso de Pretty Little Liars: afinal, é uma das poucas séries que nos mostram personagens realmente complexos, cada um com seus próprios defeitos e motivações, o que ajuda  o público a se indentificar e se importar com esses personagens. Mas não é todo mundo que sabe é que, em muitos momentos, a série simplesmente pegou os livros na qual foi baseada e jogou no lixo. Um exemplo? Sabe todo o relacionamento conturbado entre Spencer e Toby? Ele simplesmente não existe nos livros. E esse tipo de coisa acontece em vários momentos da série – para o bem ou para o mal.

Outlander

Apesar de Outlander ser geralmente bem fiel aos livros, os leitores da obra de Diana Gabaldon podem se lembrar que a segunda temporada da série começou de modo bem diferente do segundo livro. Mas o que poucos sabem é que isso foi um toque da própria autora, como ela explicou numa entrevista para o E! News: “O começo de Dragonfly in Amber [o segundo livro da série] não encaixaria muito bem como a introdução de uma nova temporada na TV. Então eu mesma pedi a ele [Ronald D. Moore, o showrunner de Outlander] para ignorar essa parte e começar de um pedaço mais pro meio do livro.” E deu certo. A segunda temporada de Outlander é considerada por muitos como a melhor da série, garantindo a continuação dela para mais um ano.

Dexter

Existem várias diferenças entre os livros de Jeff Lindsey e a série de TV, mas o principal deles se refere à própria personalidade de Dexter: durante um bom tempo, Dexter fica em dúvida se não seria ele mesmo o Ice Truck Killer, atuando numa espécie de lapso de consciência parecida com o que criou Tyler Durden em Clube da Luta. Mais mudanças foram feitas ao longo da história, como dar um papel maior a Angel Batista (que nos livros é completamente secundário) ou mesmo matar alguns personagens que nos livros ainda continuam vivos.

The 100

Se afastar dos livros no qual foi baseado foi o grande trunfo da série da CW. Apesar dos livros de Kass Morgan serem bons, eles abusam dos clichês vistos em qualquer livro sobre mundos distópicos para adolescentes. Por isso a produção de The 100 acertou ao tirar o foco dos relacionamentos entre os sobreviventes e transformar a história num conto moral sobre a natureza humana e sobre como sobreviver em circunstâncias críticas.

The Magicians

A adaptação do SyFy da trilogia de Lev Grossman até que conseguiu seguir bem por aquela linha fina que separa uma adaptação pura de uma série que utiliza elementos do original para criar uma história nova. Algumas mudanças tiveram que ser feitas – já que os livros seguem a vida dos personagens desde o colegial até a vida adulta, e seria difícil achar atores que poderiam interpretar tanto um adolescente de 15 anos quanto um adulto de 30 – mas o maior problema foi no uso do mundo mágico de Fillory, algo que nos livros é revelado mais para o fim da história enquanto na série de TV é utilizado desde o começo.

Shannara Chronicles

A série de livros de Terry Brooks, não é particularmente genial ou mesmo original, mas oferece uma boa opção de história de fantasia básica para passar o tempo. Mas o grande problema da série é justamente ter se afastado dessa fantasia: apesar da MTV ter bancado forte para fazer bonito nos efeitos especiais, a série parece não saber se a trama central é a luta do bem contra o mal ou o triângulo amoroso entre os protagonistas – muitas vezes tendendo para o último. Além disso, o uso de elementos de nossa cultura cotemporânea é ainda maior do que nos livros, o que também ajuda a diminuir a força do cenário de fantasia medieval.

 

Wayward Pines

É consenso de que a primeira temporada de Wayward Pines foi uma das melhores coisas que a Fox já fez. A série conseguiu criar um ótimo clima de mistério e terror sem perder a elegância e, principalmente, com reviravoltas que assombram quem assistiu até hoje. Só que a série sofreu com a falta de confinaça no próprio taco dos diretores da Fox: como ninguém apostava no sucesso dela, toda a trilogia de Blake Crouch foi resumida em uma única temporada. A série foi um sucesso, a Fox renovou ela para mais uma e…os roteiristas teriam que se virar. A segunda temporada então foi totalmente diferente, com tramas sem graça e que acabaram no cancelamento do programa.

The Vampire Diaries

The Vampire Diaries foi um successor natural para aqueles fãs do sobrenatural que ficaram orfãos com o fim de Buffy: A Caça Vampiros – e não só por conta dos nomes que se parecem. Ambas as séries uma protagonista humana, que deve lidar com seus defeitos e inseguranças em meio a um mundo cheio de criaturas sobrenaturais. Mas apesar da série, no geral, ser bem fiel aos livros, os roteiristas mudaram algumas coisas que poderiam ter sido mantidas: por exemplo, a Elena dos livros não é tão egoísta quanto a da série, já que tudo o que ela faz é para conseguir cuidar da irmã de 4 anos. Outra mudança é no relacionamento dela com Stefan: nos livros ele não é tão “ético”, e não tem vergonha de se alimentar do sangue da amada – o tipo de coisa que daria uma nova dinâmica ao relacionamento entre eles.

Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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  • John Allan da Silva

    Faltou o Hannibal