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10 motivos porque Star Wars: O Despertar da Força será uma decepção

O dia está chegando. Em 17 de dezembro – daqui menos de um mês – veremos finalmente a estreia de Star Wars: O Despertar da Força. 10 anos depois do último filme da saga (A Vingança dos Sith, de 2005) e não mais sob a tutela de George Lucas e sua Lucasarts, mas sob o selo Disney, a ansiedade para a estreia é enorme. Mas isso não quer dizer que o filme será bem sucedido. O Screen Rant elaborou 10 motivos de porque o novo filme de Star Wars será uma decepção para os fãs da saga, e você pode descobri-los aqui nesse post.

Porque as prequels também tiveram um hype enorme

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Algumas pessoas ainda vão se lembrar do longínquo ano de 1998, quando não existia YouTube e Google e a internet consistia praticamente de páginas com texto e foto. Ou seja, o único modo de ver o trailer de futuras estreias era indo ao cinema. Assim, quando foi anunciado que o trailer de Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma já tinha estreado, milhares de fãs correram comprar um ingresso pros cinemas – e muitos deles iam embora antes mesmo do filme começar, já que não queriam assistir o filme, apenas aos trailers. E, assim como acontece com O Despertar da Força, o trailer de A Ameaça Fantasma foi um enorme sucesso. Aliás, a própria comparação entre os dois trailers é desconcertante: enquanto o de A Ameaça Fantasma começa com a frase “Cada geração tem suas lendas…” seguida de uma cena que mostra uma espaçonave no deserto de Tatooine, o trailer de O Despertar da Força começa com a frase “Cada geração tem sua história…” seguida de uma cena que mostra uma espaçonave no deserto de Jakku. Ambos os trailers seguem com uma sequência de pequenos clipes mostrando personagens, alienígenas e cenas de ação. Um ótimo trailer mas que, como bem descobrimos, não significou um ótimo filme. E não podemos descartar a possibilidade de que aconteça a mesma coisa esse ano.

Porque ser melhor que as prequels não quer dizer nada

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J.J. Abrams ganhou a confiança dos fãs ao tentar desvincular o máximo possível seus filmes da trilogia “não original” (os episódios I, II e III: A Ameaça Fantasma, O Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith, respectivamente). Além disso, ele tem se esforçado para vincular o novo filme à trilogia original da saga (episódio IV, V e VI: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi, respectivamente), não só voltando todo o marketing para isso como ainda escalando os atores e inserindo os personagens dessa trilogia no filme. Além disso, ele já deixou claro em entrevistas que os novos filmes irão esquecer toda aquela história de midi-chlorians e Jar Jar Binks e que usará efeitos práticos (cenas filmadas em localidades reais, e não numa sala verde onde todo o cenário será colocado na pós-produção pelo departamente do efeitos especiais) sempre que possível. Mas, ainda que tudo isso sejam boas notícias para os fãs, não é nenhuma garantia de que o novo filme será bom. Usar efeitos “práticos” é algo que está cada vez mais popular na indústria do cinema, não apenas por causa do fracasso de filmes como a trilogia O Hobbit, mas também por causa do sucesso de público e crítica de Mad Max, muito aclamado por conta do uso desse tipo de efeito. Então, a escolha que J.J.Abrams faz pelos efeitos “práticos” não é algo que pode ou deve ser considerado como “revolucionário”. E o afastamento dos midi-chlorians e de Jar Jar Binks segue no mesmo caminho, sendo muito mais um movimento para agradar os fãs do que algo que vá interferir na qualidade do trabalho. Afinal, George Lucas poderia muito bem ter passado todo o período de produção de A Ameaça Fantasma falando que não iria nem chegar perto dos Ewoks que isso não faria dele um filme melhor.

Porque a venda de merchandise ainda é a coisa mais importante para o estúdio

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O merchandise da marca Star Wars é uma parte importantíssima da franquia, e gera muito mais dinheiro do que os filmes em si (incluindo aí bilheteria nos cinemas, lançamentos em DVD, venda de direitos para transmissão na TV e serviços de streaming, etc). Mas o merchandise deve ser algo que serve de apoio para os filmes, e não o que irá ditar o que o filme deve ou não mostrar. Apesar disso, era fácil notar na trilogia “não original” personagens, cenas e até mesmo tramas que existiam pelo único propósito de que elas facilmente poderiam se transformar em um produto que venderia milhões. E O Despertar da Força segue pelo mesmo caminho. Aqui não podemos esquecer da “Force Friday”, o evento de puro marketing que mostrou para toda a imprensa e fãs da saga a enorme gama de produtos que fariam parte do merchandise oficial do filme, como brinquedos, roupas e acessórios para a casa temáticos. Lógico, não há nada de errado em vender produtos com sua marca, mas quando isso é a grande prioridade de um projeto como o renascimento de uma franquia clássica do cinema quem pode acabar sofrendo com isso são os filmes e, assim, os fãs. E, até que O Despertar da Força estreie nos cinemas, nós não teremos certeza se toda essa ação de marketing não afetou em nada o filme.

Porque apesar de todo o segredo, nós já sabemos tudo sobre o filme

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Outro problema do mechandise exagerado é que ele acaba revelando muito sobre o que podemos esperar do filme. Vários fãs já vasculharam os manuais e caixas desses novos produtos à procura de pistas sobre o que deve acontecer no filme. E, ainda que J.J. Abrams esteja tentando manter tudo no maior sigilo possível, esse será o filme de toda a franquia Star Wars que os fãs mais terão informações sobre antes de ir assistir nos cinemas, e isso é algo simplesmente inevitável. Além dos produtos relacionados, não podemos esquecer a enorme quantidade de trailers e comerciais para TV lançados em diferentes partes do mundo, criados para gerar um hype crescente para a estreia do longa. E cada um desses trailers e comerciais possuem uma ou duas cenas inéditas, o que só vai minando cada vez mais as surpresas e nos mostrando o que podemos esperar do filme. Além disso, a cada entrevista com atores, designers e pessoas da produção cada vez mais coisas do filme são reveladas, ainda que J.J. Abrams ainda diga que possui alguns “ases na manga” – mas que só a estreia irá nos mostrar se são realmente surpresas.

Porque ele está tentando agradar “a gregos e troianos”

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Para quem o novo filme de Star Wars está sendo vendido – ou seja, em que público o departamento de marketing está se concentrando? Muitas vezes, parece que o filme está sendo vendido para os antigos fãs da saga – principalmente aqueles que não gostaram da trilogia “não original”. Mas não apenas isso: O Despertar da Força também está correndo atrás do público infantil, muito por conta das oportunidades que isso gera na venda de merchandising – afinal, o próprio BB-8 (o novo droid que será introduzido pelo filme) foi pensado de modo a falar diretamente com o público infantil.  Mas, para ser o sucesso arrasador que os produtores esperam, muito mais gente além dos fãs da saga e as crianças precisarão ir aos cinemas para assistir o filme, e trazer esse público implica em estratégias de marketing como lançar o trailer oficial durante os comerciais de uma partida de futebol. Cada um desses públicos esperará coisas diferentes do filme e, se O Despertar da Força quiser agradar a todos, o resultado final pode se tornar algo sem personalidade.

Porque nem tudo que J.J. Abrams já fez é perfeito

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Quando J.J. Abrams foi anunciado como o diretor responsável por reviver a franquia Star Wars nos cinemas, muitos fãs ficaram ansiosos. Afinal de contas, Abrams era conhecido não apenas por seu sucesso na TV em séries como Lost e Fringe, mas também por ter feito um ótimo reboot da franquia Star Trek (Jornada nas Estrelas) nos cinemas. O que víamos era um ótimo diretor de ficção científica que estava disposto a criar um novo filme de Star Wars que falasse diretamente com os fãs da trilogia original. Tem como ser mais perfeito do que isso?

Acontece que, ainda que Abrams seja um ótimo diretor, ele possui algumas falhas – principalmente quando o assunto é o hype em cima de suas obras. Como na sequência de Star Trek (Além da Escuridão), em que passou todo o período de produção do filme negando que o vilão feito por Benedict Cumberbatch era o tão famoso Khan apenas para, na estreia do filme, todo mundo descobrir que Abrams estava mentindo e que Cumberbatch era mesmo Khan. E, claro, não podemos esquecer do decepcionante final de Lost, que foi um enorme balde de água fria para os fãs da série. Em ambos os casos temos um caso comum: Abrams não conseguiu lidar com o hype gerado por suas obras e acabou deixando os fãs decepcionados. E isso é algo que, até O Despertar da Força estrear e nos provar o contrário, pode acontecer de novo.

Porque ele está apostando na nostalgia…

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Os trailers oficiais de O Despertar da Força trouxeram personagens conhecidos do público, como R2-D2, C-3PO, Chewbacca, Han Solo e a Princesa Leia, além da trilha de John Williams, composta para a trilogia original na década de 1970. Nos mostrou mais uma vez Harrison Ford como o mercenário Han Solo, ao lado de seu inseparável companheiro Chewbacca, enquanto dizia a já histórica frase “Chewie, nós estamos em casa”, que fez muito marmanjo por aí verter lágrimas toda vez que assiste. É claro que esses personagens são icônicos e é normal que os fãs da série estejam tão ansiosos por vê-los retornando para a franquia, dividindo espaço com os novos heróis da saga. Mas é preciso ter cuidado para que esse tipo de homenagem não acabe por forçar a barra, abusando de diálogos clichês apenas para soltar linhas de diálogos que façam referência aos filmes antigos. Se a equipe de Abrams não for cuidadosa, podem transformar essa oportunidade de ouro de escrever seus nomes na história do cinema em um tremendo fracasso.

…mas nostalgia em excesso pode se tornar um problema

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J.J.Abrams tem se esforçado para conectar o novo filme de Star Wars à trilogia original, o que quer dizer que seus fãs devem compará-lo como Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. O que pode ser ruim para o filme, já que para muitos fãs não tem como O Despertar da Força superar qualquer um desses três filmes, já que o amor por eles está enraizado na própria nostalgia dos fãs. Se Abrams não conseguir capturar de modo fiel os temas, personagens e sensações dos filmes originais, os fãs ficarão chateados – e muitos podem até considerar isso um ataque pessoal do diretor às suas lembranças. Se fizer apenas o mínimo, os fãs vão achar que ele falhou em dar vida a esse material tão rico. Mas, se ele fizer escolhas muito ousadas (como o rumor de que Han Solo deve morrer em O Despertar da Força) ele pode é acabar afastando os fãs que se esforçou tanto para cativar. Abrams acabou a transformar sua própria tarefa em algo praticamente impossível, e precisará ter muito cuidado com o material final para que todo o esforço durante a promoção do filme não tenha sido em vão.

Simplesmente não dá pra sustentar esse tipo de expectativa

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Nós temos menos de um mês até a fatídica estreia de O Despertar da Força e, desde que o primeiro trailer oficial foi liberado em outubro, todo dia temos um novo poster, comercial de TV ou qualquer coisa do tipo para manter o assunto Star Wars sempre em alta. O lançamento do trailer em outubro lançou nosso entusiasmo lá em cima, mas essa enxurrada diária de “novas informações que não dizem nada” já está começando a dar no saco e tornando entediante tentar acompanhar todo esse fluxo. O público já está pronto para assistir o filme, mas essa história de “um novo comercial com 2s de cenas inéditas” e “essa nova entrevista que vai mudar o modo de você ver o filme sem te contar absolutamente nada novo” só contribui para deixar o público cansado – e até com menos vontade de ir ao cinema. O fato é que o tipo de ansiedade que O Despertar da Força conseguiu gerar é impossível de manter a longo prazo, e se toda essa energia acabar se dissipando antes da estreia a produtora pode ter alguns problemas com a bilheteria.

Porque o hype é muito grande

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No fim, nenhuma das críticas aqui é voltada ao filme em si (até porque ele nem estreou), mas a todo o hype gerado por ele antes da estreia. Muitas pessoas, incluindo aí críticos e jornalistas de cinema, tem declarado que O Despertar da Força será o melhor filme de Star Wars de todos os tempos – o tipo de declaração quem tem sido dito ao longo de todo o ano, com alguns desses críticos falando isso até mesmo antes de terem liberado qualquer imagem oficial do filme. Lógico que, sob esse tipo de declaração, não podemos esperar nada além de uma grande decepção para quem acredita nesse tipo de baboseira. Nesses tempos onde tudo é exagerado, a galera parece não entender a diferença entre acreditar que um filme será bom (ou até mesmo ótimo) e colocá-lo num pedestal onde ele certamente não conseguirá ficar por muito tempo.

E você, quais são suas expectativas para Star Wars: O Despertar da Força? Deixe sua opinião nos comentários!

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Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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