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10 decisões que poderiam ter mudado toda a história de Harry Potter

Todos sabemos que Harry Potter é um sucesso – o bruxinho, que no ano que vem completa vinte anos do lançamento de seu primeiro livro, atingiu um status em nossa cultura a um equivalente do Mickey Mouse ou do Mario Bros: mesmo quem nunca leu nenhum livro ou viu nenhum filme conhece o persnagem. Mas, claro, essa história de sucesso que conhecemos poderia ter sido bem diferente. Segundo a galera do Screen Rant, vamos citar aqui 10 decisões que poderiam ter afetado dramaticamente o modo como conhecemos a história do bruxo.

Parceria com a Nintendo

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Antes da Warner Bros ter adquirido todos os direitos de adaptação para a marca Harry Potter em 1999, várias outras empresas estavam na briga pela compra desses direitos. E, entre outras gigantes do entretenimento como a Universal e a Disney, quem também tentava adquirir a marca do bruxinho era a Nintendo.

Para tentar convencer Rowling de que a venda dos direitos para a Nintendo era uma boa ideia, os funcionários da empresa criaram vários designs e gameplays conceituais de como seriam os personagens do livro em jogos feitos para o Nintendo 64 e para o Gameboy Advance. Mesmo que a Nintendo nunca tenha revelado os designs para o mundo, é sabido que a ideia da empresa era que eles se parecem mais com personagens de animes e manga, bem diferentes das ilustrações com modelagem mais tradicional que existiam nos livros. No fim, Rowling acabou recusando a Nintendo pelo fato de eles só oferecerem o lançamento de jogos enquanto a Warner oferecia, além dos jogos, também o uso da marca nos cinemas e na TV. E, para os fãs, foi ótimo que ela tenha recusado, senão os 8 filmes que foram a porta de entrada para muita gente conhecer o bruxinho nunca teriam existido.

A morte de Arthur Wesley

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Durante os eventos de Harry Potter e a Ordem da Fênix, Arthur Wesley (o pai de Ron) é atacado pela cobra Nagini, o “bichinho de estimação” de Voldemort, e só é salvo porque Harry acabou tendo uma visão do ataque e conseguiu avisar Dumbledore a tempo. Mas não era isso que a autora havia imaginado quando começou a escrever…

Após o lançamento do último livro da série (Harry Potter e as Relíquias da Morte), J.K. Rowling revelou numa entrevista que o plano inicial era matar Arthur Wesley naquela cena, mas que na hora que estava escrevendo ela mudou de ideia, deixando-o vivo pelo fato de ele ser um dos poucos bons pais que existiam na série. Mas, como que para balancear a história, foi a decisão de deixar Arthur vivo que fez com que a escritora resolvesse matar Lupin e Tonks durante a batalha final contra Voldemort e os Comensais da Morte.

A Ilha Potter

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Antes da publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro livro da série passou por uma série de mudanças – especialmente a cena de abertura. A cena publicada que conhecemos – com Dumbledore e a Professora McGonagall deixando o bebê Harry na porta da casa de seus tios e conversando sobre a morte dos pais da criança e a derrota de Voldemort – era bem diferente da primeira pensada por Rowling. Na primeira versão da história, os pais da Harry moravam numa ilha deserta na costa da Inglaterra e, na noite que os pais de Harry foram mortos, uma enorme explosão acontece na ilha – explosão essa que é vista por um marinheiro, que resolve investigar o local e descobre o bebê Harry sozinho em meio aos destroços do que um dia fora sua casa. E quem seria esse marinheiro? O pai de Harmione. Talvez a versão final tenha sido uma escolha melhor mesmo…

Um bruxo Dursley

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Todos lembramos dos Dursley, a família que adotou Harry Potter depois que os pais do garoto morreram e fez ele sofrer horrores antes de se mudar para Hogwarts. Mas, apesar dos tios terem se esforçado para tornar a vida de Harry um inferno, o primo do rapaz, Dudley, acabou crescendo e se tornando uma pessoa bem melhor que os pais, chegando até mesmo a pedir desculpas a Harry na despedida deles no último livro, quando a família precisou se mudar com medo de que Voldemort os torturassem atrás de pistas do paradeiro de Harry. Mas a redenção de Dudley poderia ser ainda maior: no plano original de J.K. Rowling, na última cena do último livro, quando Harry leva seu filho à estação de Kings Cross para pegar o trem para Hogwart, do lado do bruxo estaria Dudley, levando o filho, que acabara de receber sua carta da escola de magia, para a mesma estação. Apesar da escritora já ter revelado que Harry e Dudley conseguiram deixar suas diferenças de lado e mantém uma bela amizade nos dias de hoje, no fim ela decidiu que a família não merecia ter o seu próprio bruxo.

Harry Potter e a Câmara do Enigma do Príncipe

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Enquanto escrevia Harry Potter e a Câmara Secreta (o segundo livro da saga), a ideia original de Rowling era que ele se chamasse Harry Potter e o Enigma do Príncipe, nome que depois acabou se tornando o sexto livro do bruxo.

Nas primeiras versões da história, alguns elementos do sexto livro haviam sido colocados como parte da história da Câmara Secreta. Ou seja, além do Basilisco e da própria Câmara, o livro também introduziria elementos como as horcruxes e o caderno de anotações do Príncipe e, conforme o livro foi se desenvolvendo, a escritora decidiu que essas coisas ficariam melhor caso fossem retomadas num momento posterior. E hoje sabemos que foi uma escolha acertada já que, caso elas fossem reveladas já no segundo livro, certamente fariam com que o retorno de Voldemort em O Cálice de Fogo perdesse muito de sua força na hora de surpreender os leitores.

A morte do pai de Dean

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Apesar de não ter nenhuma importância na história, Dean Thomas é um personagem secundário recorrente nos livros da série. Mas esse não foi sempre o caso. Enquanto escrevia os dois primeiros livros, Rowling havia preparado para Dean um papel importante em toda a trama, com o jovem de Grifinória que, até então, acreditava ter vindo de uma família de trouxas, descobriria em A Câmara Secreta que seu pai na verdade foi um bruxo poderoso, morto pelos Comensais da Morte ao se recusar entrar para o grupo, e escondeu a linhagem da família para protegê-los. Mas, como o livro estava ficando grande demais, Rowling desistiu de utilizar essa trama e, depois, reutilizou alguns desses elementos na história de Neville.

A rival de Hermione

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Durante toda a série, Hermione é mostrada como a bruxa mais capaz de sua idade, sempre com respostas na ponta da língua e possuindo conhecimento sbre magia que mesmo alguns bruxos mais experientes não conheceria. Mas esse não era o desejo de Rowling desde o início. Enquanto escrevia Harry Potter e o Cálice da Fogo, a escritora pensou em criar uma rival intelectual para a moça. Ela seria uma bruxa da casa Sonserina chamada Mafalda, e teria até mais conhecimentos de magia do que Hermione, já que serviria para introduzir os Comensais da Morte na história. Mas, para não enrolar ainda mais um livro que já se mostrava bastante longo, a autora acabou condensando as características da personagem na maga/jornalista Rita Skeeter.

O capítulo de Draco

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Apesar dos livros terem como foco narrativo o próprio Harry Potter, durante várias vezes enquanto escrevia uma nova história J.K. Rowling pensou em inserir um capítulo que contasse as coisas sob a perspectiva de Draco Malfoy. Esse capítulo mostraria não só a vida doméstica dele e de como ela era diferente da de Potter, mas também o relacionamento que ele tinha com outros membros do mesmo estrato social, mostrando ao leitor como é que esses bruxos enxergavam Harry Potter, Dumbledore e outros personagens que se tornaram os heróis da saga. Uma pena que esse capítulo nunca tenha entrado no papel.

A redenção de Draco

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Uma cena deletada do último filme da série acabou privando Draco de uma redenção heróica. Nessa cena, ao ver que Harry ainda está vivo e a bataha contra o mal pode ser vencida, Draco acaba desistindo de fazer parte do exército de Voldemort e joga sua varinha para Harry, que acaba consiguindo equiparar a luta, derrotando Voldemort de uma vez por todas. Apesar de Draco aparecer no epílogo mantendo uma relação amistosa com Harry, o corte da cena acabou roubando-lhe a chance de ter uma verdadeira redenção aos olhos do público.

Harry Potter Jackson

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Desde o lançamento do primeiro livro em 1997, a saga de Harry Potter já foi adaptada para diversas mídias diferentes, sejam cinema, teatro ou nos videogames. Mas se tem algo que ainda não vimos nada de Harry Potter sendo feito seria o formato de musical (e sim, não estamos contando com A Very Potter Musical do canal do Youtube Team StarKid que, apesar de ótimo, não é um produto oficial). Mas isso poderia ser diferente. Em uma entrevista para Oprah, Rowling contou que chegou a ser abordada pelo Rei do Pop Michael Jackson, que lhe perdiu permissão para produzir um musical inspirado na saga do bruxo – pedido ao qual ela prontamente recusou. Mas não consigo deixar de imaginar o que sairia dessa parceria caso ela tivesse aceitado (e a Warner dado permissão para usar a marca) – até porque pegando o história de Michael, Moonwalker pode ser um filme horrível, mas é um excelente musical.

Escrito por Rafa Noia

Rafa Noia

Estudante de jornalismo da Unesp Bauru. Como cresceu sendo um gordinho nerd que sofre bullying, é viciado em qualquer coisa que possua dragões, naves ou super-heróis, e não tenta nem um pouco fugir do clichê do gordo nerd. Passa muito tempo jogando joguinhos e mais ainda assistindo séries, apesar do desejo oculto de querer usar todo esse tempo para dormir.

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